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A prefeitura de Macapá seguiu a recomendação do Ministério Público Federal (MPF) e decretou situação de emergência no Distrito do Bailique nesta sexta-feira, 13. A situação do Distrito se agravou depois da demolição de parte do prédio da Unidade Básica de Saúde (UBS), ocorrido no inicio da semana. Além disso, segundo a Defesa Civil Municipal, 15 casas já foram derrubadas pela força da maré e outras 38 correm risco de desabamento. Com o decreto, a prefeitura pretende pressionar o Governo Federal para liberação de R$ 773 mil para ajudar as famílias desalojadas.

A assinatura do decreto contou com a presença de autoridades do município

A assinatura do decreto contou com a presença de autoridades do município

 

Na segunda-feira, 9, o MPF recomendou à prefeitura de Macapá que decretasse a situação de emergência na área atingida, que compreende as vilas Progresso e Macedônia. O documento foi assinado com a presença de vereadores, deputados e secretários do município. “Sabemos que o fenômeno das terras caídas é comum no Bailique, mas nesse inverno a situação está ocorrendo com mais rapidez. Precisamos realocar essas famílias e também a unidade de saúde”, destacou o prefeito Clécio Luís.

Maikon Vaz: Defesa Civil Municipal continua monitorando a situação

Maikon Vaz: Defesa Civil Municipal continua monitorando a situação

A prefeitura tem prazo de 120 dias para apresentar uma proposta para a construção de uma nova Unidade de Pronto Atendimento (UPA) no Bailique. A recomendação do MPF é que a unidade possa oferecer exames laboratoriais, raio-X e ultrassonografia. “Com o decreto pretendemos dar celeridade na emenda de R$ 773 mil da deputada Dalva Figueiredo para realocarmos o posto de saúde, executar convênios e garantir o atendimento dessas famílias que residem nas vilas Progresso e Macedônia”, frisou o presidente da Câmara de Vereadores, Acácio Favacho (PMDB).

Nos últimos 20 anos cerca de 70 metros de terra foram tragados pela maré. Mas só na última semana quase seis metros foram derrubados. Segundo a Defesa Civil Municipal, no Bailique existe um fenômeno natural conhecido como “terras caídas”, que é o desprendimento de terras da margem pela força das águas. “A UBS, o porto e mais de 30 casas estão interditados. Isso sempre aconteceu, mas nos últimos anos está mais rápido devido a invasão das águas do oceano e a maior força da maré. Mas um estudo ainda vai apontar as verdadeiras causas desse fenômeno”, pontuou o coordenador municipal da Defesa Civil, Maikon Vaz.

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