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A Polícia Civil começou a investigar a sabotagem na estação de tratamento de água do município de Laranjal do Jari, distante cerca de 260 quilômetros de Macapá. Alguém, intencionalmente, deixou vazar no solo cerca de 5 mil litros de sulfato de alumínio interrompendo o tratamento durante algumas horas na cidade.

O crime aconteceu provavelmente na madrugada de sexta-feira, 3. O registro foi aberto manualmente ocasionando o despejo do produto no chão. O prejuízo foi estimado em R$ 8 mil.

“A central estava abastecida e garantimos a distribuição até a chegada de sulfato que remanejamos de Vitória do Jari (município vizinho). Hoje, às 9 horas, chegou mais produto de Macapá e a situação se normalizou”, comentou neste sábado, 4,  a presidente da Caesa, Patrícia Brito.

5 mil litros caíram direto no chão. Imap vai verifificar se houve dano ambiental. Fotos cedidas pela Caesa

5 mil litros caíram direto no chão. Imap vai verifificar se houve dano ambiental. Fotos cedidas pela Caesa

Uma equipe da Polícia Civil esteve no local e constatou que o ato foi intencional. O produto não atingiu nenhum manancial, mas o Instituto de Meio Ambiente (Imap) vai verificar se houve algum prejuízo ambiental.

A direção da Caesa age com cautela neste momento e prefere nem usar a palavra sabotagem. “Foi intencional, mas vamos aguardar as investigações”, ponderou a presidente.

Polícia já sabe que registro foi aberto intencionalmente

Polícia já sabe que registro foi aberto intencionalmente

A estação é operada hoje por três funcionários, mas antes eram cinco profissionais. Dois deles foram dispensados recentemente. A polícia vai investigar se o despejo de sulfato tem alguma relação com as demissões.

Laranjal do Jari, no Sul do Estado, tem quase 60 mil habitantes. Noventa por cento dos moradores tem acesso à água tratada, mas apenas 60% recebem a contas. O restante não está cadastrado.

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