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Ao que tudo indica, o Pará está muito próximo de um acordo com uma empresa que trabalha com o consórcio que vai explorar petróleo e gás natural na costa do Amapá. No início desta semana, o governador paraense Simão Jatene (PSDB) recebeu representantes da empresa francesa de logística que vai operar na exploração. Se o acordo for sacramentado, como apontam as circunstâncias, o recurso será extraído do subsolo do Amapá, mas vai gerar empregos e arrecadação no Pará.

A reunião ocorreu entre um alto executivo da GPM (Grand Port Maritime Guyane), e Jatene. A empresa pretende instalar sua base de operações no Pará, quando o correto seria fazer esse investimento no Amapá por óbvias razões geográficas, políticas e econômicas. Os municípios de Amapá e Calçoene estão muito mais próximos dos campos que serão explorados.

“Não podemos permitir tamanho descaso e desrespeito para com o Amapá, verdadeiro detentor das reservas”, protestou na terça-feira, 2, o senador Randolfe Rodrigues (Psol) na tribuna do Senado.

Randolfe Rodrigues: explicações da França e da Petrobrás

Randolfe Rodrigues: explicações da França e da Petrobrás

A Agência Nacional de Petróleo (ANP) licitou os campos em maio de 2013. Os maiores lances foram pelos campos do Amapá que estão num setor identificado por uma sigla sugestiva: SFZA-AP1. O setor foi arrematado por R$ 346 milhões.

Estudos realizados demonstram que a costa do Amapá tem uma reserva de 14 bilhões de barris de petróleo. A reserva de gás natural chegaria a 1,1 bilhão de metros cúbicos, quase duas vezes e meia a reserva total do Brasil. O consórcio é liderado pela petroleira francesa Total. As outras empresas do grupo são a Petrobrás e a British Petroleum.

O senador anunciou uma mobilização política do Amapá para cobrar explicações, já que o Amapá também está no páreo para sediar as operações de logística.

“O Amapá exige explicações do Governo da França, da ANP e da Petrobrás, confirmando essa eventual decisão e as razões para a desconsideração para com os legítimos interesses do Estado e do povo amapaense”, cobrou Rodrigues.

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