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O Diretório Regional do Partido Socialismo e Liberdade (Psol) ainda não informou oficialmente qual será o destino do deputado estadual Fabrício Furlan, que apesar de ser do partido, se juntou com a base do governo na votação que negou o pedido do Superior Tribunal de Justiça (STJ) para processar o governador Waldez Góes (PDT) no caso dos consignados. A legenda anunciou que abriu processo disciplinar para punir o parlamentar, que pode ser expulso.

O Psol conta com duas cadeiras na Assembleia Legislativa que são dos parlamentares Paulo Lemos e Fabrício Furlan. Segundo a direção do partido, Paulo Lemos votou de acordo com as determinações do partido,  já Furlan não seguiu o mesmo caminho, decidindo aliar-se a base do governo.

O deputado Fabrício Furlan votou com a base do governo

O deputado Fabrício Furlan votou com a base do governo

O deputado disse ao programa de rádio Tribuna da Cidade, que sempre foi tratado de forma inferior pelo partido. Ele citou como exemplo, que nunca foi chamado para uma reunião da legenda, mesmo tendo sido um dos mais votados nas eleições passadas. Além disso, o parlamentar afirmou que não tem nenhum cargo no governo de Clécio Luís.

“Não recebi nenhuma ajuda do partido durante a eleição, muito pelo contrário, na fase de campanha nós fomos prejudicados porque todo o apoio era voltado para outros candidatos”, desabafou o deputado.

Fabrício Furlan foi convocado para uma reunião extraordinária pela diretoria do partido, a pedido da Corrente Social dos Trabalhadores (CST) que pediu punição máxima para o parlamentar que, segundo eles, não comunga com as ideias do partido. O pedido de expulsão foi feito, mas ainda não tem resposta, que pode sair em até 120 dias.

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