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A Delegacia de Crimes contra a Criança e o Adolescente (Derca) ainda não concluiu as investigações sobre a morte de Davyd Costa Anselmo, de 11 anos, que foi encontrado morto dentro de um igarapé na comunidade CD Rural, próximo a Rodovia JK. A polícia tenta provar que pelo menos três pessoas estão envolvidas na morte do menino.

Segundo o laudo necroscópico da Politec, Davyd morreu dia 23 de maio por afogamento mecânico, que é quando uma pessoa tenta respirar em baixo d’água fazendo muita força. Com base nesse laudo e outras investigações, a Derca aponta que uma pessoa afogou o menino.

Delegado Daniel Mascarenhas: as investigações continuam

Delegado Daniel Mascarenhas: as investigações continuam

“Ainda não concluímos, mas defendemos por meio das provas e investigações, que esse afogamento mecânico foi produzido ou provocado por uma pessoa usuária de drogas e tinha a intenção de vender o celular do menino para  satisfazer o vício”, contou o delegado Daniel Mascarenhas, que apura o caso.

O principal suspeito é um homem de 20 anos que foi o último a ser visto com o garoto. Com ele, a polícia encontrou o celular do menino. Na época, o homem chegou a ser conduzido para a delegacia, mas foi liberado por falta de provas e está solto até hoje. O delegado afirma que existem outros suspeitos, mas não quis entrar em detalhes para não comprometer as investigações.

Corpo do menino sendo retirado do igarapé pela Politec

Corpo do menino sendo retirado do igarapé pela Politec. Fotos: Arquivo SelesNafes.Com

Davyd era filho de caseiros de um imóvel da Justiça que fica dentro do CD Rural. O menino, que segundo parentes precisava de medicamentos controlados, e sempre era visto nas redondezas brincando com outras crianças. Para a família, além da dor, o momento é de revolta.

“Viram o Davyd com esse acusado. As testemunhas dizem que meu filho estava meio “grogue”. Depois de muitas buscas o encontramos morto. Tudo por causa de um celular. Hoje o celular está aí, o suspeito em liberdade e meu filho morto. Ninguém sabe o tamanho da minha dor”, afirmou emocionada a mão da vítima, Daniele de Sousa.

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