Compartilhamentos

André Silva –

A abertura da XXIV Semana Mundial de Aleitamento Materno que ocorreu nesta terça-feira, 4, em Macapá, contou com a presença de cerca de 50 mulheres que estão amamentando. O evento, que tem como tema “Amamenta e Trabalhar: Vamos Tornar Possível”, aconteceu no auditório do Museu Sacaca.

A coordenadora do Banco de Leite Humano da Maternidade Mãe Luzia, que organiza o evento, Andréa Marvão, comentou que hoje o Banco de Leite atende entre 1.800 a 2.000 mulheres por mês.

“Elas vão em busca, principalmente, de orientação. As mães querem saber informações sobre as primeiras mamadas e lactação. Esse evento busca fortalecer a importância do aleitamento materno, até mesmo depois de passado o período dos seis meses”, diz a coordenadora.

Cristiane nunca abriu mão de amentar sua filha, que hoje já tem um ano e seis meses. Fotos: André Silva

Cristiane nunca abriu mão de amentar sua filha, que hoje já tem um ano e seis meses. Fotos: André Silva

Cristiane Marquiz, que tem uma filha de um ano e seis meses, é uma das apoiadoras dessa ideia. “A Chiara já come alimento sólido, mas continua mamando mesmo depois dos seis meses. Antes de sair para trabalhar eu deixo um pouco de leite para ela, e quando chego em casa continuo amamentando”, conta.

A deputada Marilia Góes (PDT) é uma das madrinhas do Banco de Leite Humano. Ela conta que mesmo sendo mãe de  três filhos, na terceira gravidez encontrou dificuldades para amamentar, e foi buscar ajuda no Banco de Leite da Maternidade Mãe Luzia. “Lá eu encontrei o apoio que precisava para continuar amamentando corretamente”, afirmou.

Direito garantido por lei

A gerente de Atenção Básica à Saúde do Estado, Ellen Farias, ressalta a importância das mães saberem que têm esse direito de amamentar até o sexto mês. Direito que é amparado por lei, e por isso uma das palestras vai abordar esse tema.

Ellen enfatiza a importância da amamentação durante seis meses

Ellen Farias enfatiza a importância da amamentação durante seis meses

Hoje a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) concede às trabalhadoras até seis meses de licença maternidade, período muito importante, tanto para mãe quanto para a criança, já que o leite materno é a única fonte de alimento disponível para o bebê.

A XXIV Semana Mundial de Aleitamento Materno se estende até o dia 6, com palestras e eventos científicos voltados aos profissionais da área de saúde no Centro Franco Amapaense.

Compartilhamentos