Compartilhamentos

O setor que deveria ser uma das alternativas no momento de crise também não escapou da tsunami econômica. O comércio de móveis e eletrodomésticos usados também enfrenta queda de vendas. Hoje as lojas desse segmento estão vendendo menos do que em anos anteriores. Para chamar atenção dos clientes, os proprietários buscaram uma alternativa: oferecer seus produtos pelas redes sociais e aplicativos.

Outro fator que contribui para a queda nas vendas é a concorrência. Na Rua Álvaro Carvalho Barbosa, no Bairro Novo Horizonte, Zona Norte de Macapá, por exemplo, existe um grande número de lojas de usados, onde encontra-se de tudo: fogão, geladeira, armário, guarda-roupas, botijões de gás, TVs, rádios, cadeira para idosos e churrasqueiras.

Nas lojas de usados encontra-se quase tudo. Fotos: André Silva

Nas lojas de usados encontra-se quase tudo. Fotos: André Silva

Os donos dessas lojas são pessoas vindas principalmente do Nordeste do país. Sebastião Silva, 53 anos, mais conhecido com seu Sabá, é um dos pioneiros do negócio no bairro. Ele já trabalha no ramo há 16 anos.

”Na época que cheguei aqui era muito bom de trabalhar. Tinha pouca concorrência e era fácil encontrar produtos para comprar. Mas com essa crise e o aumento da concorrência ficou mais complicado”, conta Seu Sabá.

Seu Sabá diz que a concorrência contribui para a queda nas vendas

Seu Sabá diz que a concorrência contribui para a queda nas vendas

Todos os comerciantes da Rua Álvaro Carvalho Barbosa reclamam do surgimento de muitas lojas nesse ramo. Por isso, eles encontraram nas redes sociais e aplicativos um meio para driblar a concorrência e vender mais.

“Nós não esperamos mais os consumidores virem à loja. Buscamos os clientes através de aplicativos que usamos. Eles olham a foto que postamos, ligam e negociam por telefone mesmo. Aí é só vir buscar”, diz Lugeiso da Silva, 20 anos, ele toma conta da loja do seu pai.

Móveis novos de madeira  se misturam aos usados

Móveis novos de madeira se misturam aos usados

A maioria das lojas de usados tem investido também em produtos novos. Algumas trabalham com as movelarias. Elas fabricam quase tudo com madeira: armário, cama, mesas e cadeiras.

“Para se ter uma ideia, um jogo de sofá novo de dois e três lugares custa R$ 550, enquanto que o mesmo produto custa mais de R$ 800 em uma dessas lojas grandes da cidade”, avalia Núbia Pereira, 34 anos, proprietária de loja.

Hoje todas as classes sociais procuram por usados

Hoje todas as classes sociais procuram por usados

Os comerciantes acreditam que a visão das pessoas sobre os usados mudou muito nos últimos anos. Segundo eles, antigamente esse comércio atingia principalmente as classes C e D, mas isso mudou. Pessoas que todas as classes sociais buscam nos usados, além da economia, dar um toque especial em algum ambiente da casa. É com essa mentalidade que o segmento pretende passar pela crise.

Compartilhamentos