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O perfil de pesquisadora da amapaense Bárbara da Costa Amoras, de apenas 15 anos, aluna do 2º ano da escola estadual Ester Virgulino, chamou atenção da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. Ela foi selecionada através do Programa Brasílitas, e poderá ingressar naquela universidade americana quando terminar o nível médio aqui no Amapá.

A estudante foi a única representante selecionada do Norte do país, tendo concorrido com mais de 50 mil inscritos. Mas, nem tudo são flores. Para ingressar em Havard, um dos requisitos é a fluência em inglês. O problema é que ela ainda não fala nada dessa língua.

“Estou na esperança de que alguma escola de línguas possa patrocinar um curso de inglês pra mim. Isso tem que ser urgente, porque até o fim do ano que vem eu preciso estar falando e escrevendo na língua americana”, lamentou a menina, que ainda não conseguiu retorno de patrocínio.

Uma das pesquisas de Bárbara, com impacto social, foi em áreas de ressaca de Macapá

Uma das pesquisas de Bárbara, com impacto social, foi em áreas de ressaca de Macapá

Mas a falta de apoio não para por aí. Bárbara teve uma de suas pesquisas aprovada para a Amostra Internacional de Ciência e Tecnologia da Fundação Liberato, que acontecerá dia 25 de outubro, no Rio Grande do Sul. As passagens são patrocinadas pelo CNPq. “Mas eu não tenho dinheiro para hospedagem, transporte e nem para comer lá no Rio Grande do Sul. Eu preciso de apoio financeiro para isso”, revela a estudante.

“Comecei fazendo uma pesquisa sobre meio ambiente e desenvolvi um projeto para áreas de ressaca sobre a prevenção de incêndios. Com esse projeto e outras pesquisas ligadas à matemática, tive a oportunidade de participar de várias feiras de ciências, com premiações”, explicou. A estudante conquistou, inclusive, habilitação para a Feira Brasileira de Ciência e Engenharia que ocorre em São Paulo, em março de 2016.

Seleção para Havard

O Programa Brasilitas é realizado em duas etapas e ocorreu em agosto deste ano. A primeira etapa, composta por três redações, avaliou o perfil profissional do aluno como pesquisador, seus trabalhos voltados para a comunidade e seus interesses externos à sua realidade. A segunda etapa foi composta por uma entrevista realizada pelos alunos de Harvard dos cursos de psicologia e ciência da computação via internet.

A seleção é tida como uma pré-inscrição que dá a oportunidade a estudantes brasileiros de ingressarem em uma das universidades mais conceituadas no mundo. Está previsto para março de 2016 um encontro no Brasil com os selecionados do Programa Brasílitas e representantes da Harvard.

 

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