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CÁSSIA LIMA –

Cerca de 300 associados da Colônia de Pescadores de Ferreira Gomes, município distante 130 km de Macapá, bloqueiam desde às 4h da madrugada desta quinta-feira, 19, a BR-165 na entrada da sede da cidade. É um protesto pela mortandade de peixes que ocorreu pela quarta vez no município. Os pescadores exigem um posicionamento do Ministério Público e da empresa Ferreira Gomes Energia quanto ao fim do desastre que já matou milhares de peixes.

A Colônia de Pescadores possui mais de 400 associados que dependem do Rio Araguari. A maioria compareceu ao protesto que fechou a BR-156. Policiais militares e rodoviários foram chamados para liberar a BR, mas acabaram só controlando os ânimos da população.

Moradores bloqueiam a BR- desde às 4h

Moradores bloqueiam a BR- desde às 4h

“Não vamos sair daqui. A gente quer uma solução e que nos seja dada uma resposta rápida. Estamos sofrendo com isso já que dependemos do rio para viver. Além das mortes dos peixes a água está podre. Exigimos providências”, reivindicou a pescadora Juciléia Dias.

De acordo com os pescadores, a mortandade acontece quando as comportas da Hidrelétrica da Ferreira Gomes Energia são abertas. A vereadora Neuraci Lima (PSDB), que participa do protesto, informou ao site SelesNafes.Com que os pescadores só irão liberar a rodovia quando tiverem uma resposta satisfatória.

Policiais apenas observam a manifestação

Policiais apenas observam a manifestação

“Só vão sair no fim da tarde ou quando tiverem uma resposta. Até lá só passam pelo bloqueio carros de passeio e ônibus. Os veículos da empresa fazem fileira e dão pressão, mas os pescadores não deixam eles passarem”, relatou.

Trecho do reservatório seco

Trecho do rio próximo das comportas 

Na última quarta-feira, o Ministério Público do Amapá (MP-AP) se reuniu com representantes da Hidrelétrica Ferreira Gomes Energia e órgãos de fiscalização do meio ambiente. O objetivo era ouvir os esclarecimentos da empresa sobre o desastre. A empresa admitiu que a abertura das comportas pode ter sido uma das causas da mortandade, mas ficou acertado que uma empresa independente será contratada para fazer uma nova avaliação do caso.

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