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CÁSSIA LIMA – 

Aos 62 anos, o velho Mercado Central passa por mais uma reforma, para a alegria daqueles que fazem desse espaço o seu ganha pão, e também para aqueles que gostam da história da cidade. O lançamento oficial da obra aconteceu no último dia 23. A previsão é que os serviços sejam concluídos em seis meses com um orçamento de R$ 2,6 milhões.

“Esperamos que a obra seja concluída no tempo previsto. Queremos que essa revitalização embeleze o mercado para atrair novos clientes. A comida já é boa, só faltava arrumar o lugar”, disse Carol Oliveira, de 23 anos, que trabalha há um ano com a venda de alimentos no Mercado Central.

Carol Oliveira: a comida já é boa, só faltava arrumar o lugar. Fotos: Cássia Lima

Carol Oliveira: a comida já é boa, só faltava arrumar o lugar. Fotos: Cássia Lima

Essa é a quarta vez que o mercado passa por uma revitalização desde que foi construído há 62 anos. A obra só saiu do papel devido ao esforço conjunto da prefeitura e do senador Randolfe Rodrigues, que destinou uma emenda acessando recursos do Programa Calha Norte.

O projeto do novo Mercado Central prevê um mezanino, palco para apresentações, sala de administração, parte elétrica totalmente nova, reforma dos boxes, telhado termoacústico, pintura, reorganização de espaços, banheiros reformados e a implantação de um banheiro com acessibilidade para pessoas com deficiência. A fachada é a única parte do projeto original que não será mexida devido a uma recomendação do Iphan.

Comerciantes foram alocados no estacionamento

Comerciantes foram instalados no estacionamento até o fim das obras

“Serão dois salões na parte de baixo e 18 espaços para restaurantes. No mezanino serão 24 espaços para lanchonetes. Tudo com acessibilidade. Essa revitalização só será do lado interno. O externo será revitalizado em outra oportunidade, já que demanda uma outra transferência de comerciantes”, explicou o secretário municipal de obras, Emílio Escobar.

Para quem praticamente nasceu dentro do Mercado Central, a revitalização é a valorização de uma história. Que diz é o comerciante Luis Gonzaga, de 54 anos. Ele é o proprietário do tradicional Bar du Pedro.

Luiz Gonzaga: essa obra vai atrair as novas gerações

Luiz Gonzaga: essa obra vai atrair as novas gerações

“Meu pai, o Pedro, me criou aqui nesse ponto etílico de Macapá ouvindo histórias das mais diversas. Hoje eu sou o dono. Tenho certeza que essa obra vai valorizar o espaço e atrair as novas gerações”, comentou Luis.

Os comerciantes que ficavam dentro do mercado ficarão provisoriamente em boxes colocados no estacionamento, parecidos com aqueles do Festival Gastronômico. A ideia é que o estacionamento também seja revitalizado e seja transformado em uma praça.

O mercado de peixe, que fica na parte de trás, ainda não será revitalizado

O mercado de peixe, que fica na parte de trás, ainda não será revitalizado

O Mercado Central é um dos símbolos da história de Macapá. Foi inaugurado no dia 13 de setembro de 1953 pelo governador Janary Nunes e o prefeito Claudomiro de Moraes. O espaço tinha como finalidade comercializar os produtos da roça que eram desembarcados no Trapiche Eliezer Levy.

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