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ANDRÉ SILVA

Mais de 20 famílias que moram na orla do Aturiá, Zona Sul de Macapá, continuam com as casas ameaçadas pela maré do Rio Amazonas. Na tentativa de preservar suas casas, e a própria vida, os moradores estão construindo um muro de contenção improvisado com pneus.

Seu Nito e os vizinhos resolveram enfrentar a força da maré

Nito e os vizinhos resolveram enfrentar a força da maré

Nito Barros, que mora há 16 anos na orla, conta que já viu várias casas serem derrubadas pela força da maré. E para que a casa dele não seja a próxima, se juntou com os vizinhos e estão trabalhando em mutirão para construir um muro de arrimo utilizando pneus e restos de construção.

Seixo é um dos componentes usados na construção do muro de contenção. Fotos: André Silva

Restos de construção são usados na confecção do muro de contenção. Fotos: André Silva

Eles fincam estacas na margem do rio, uns cinco metros à frente de suas casas. Em seguida enchem os pneus com entulhos e seixo.

“Como nós não temos onde morar, a gente se vira como pode por aqui mesmo. Esperávamos que a obra do muro de arrimo, que está parada há quase dois anos, chegasse até aqui, mas não aconteceu”, disse Nito Barros, que mora com mais 11 pessoas na mesma casa.

As obras do muro de arrimo que estava sendo construído pelo Estado estão paradas

As obras do muro de arrimo que estava sendo construído pelo Estado estão paradas

As casas no Aturiá começaram a desabar em 2008. De lá para cá, segundo seu Nito, a água já avançou mais de 30 metros.

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