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ANDRÉ SILVA

Aconteceu de novo. Um morador contemplado com apartamento no Conjunto Macapaba, na Zona norte de Macapá, colocou um anúncio nas redes sociais. Nele, um apartamento para venda ao preço de R$ 35 mil.

Em conversa com a produção do Site SELESNAFES.COM (que ligou simulando interesse no imóvel), o morador confessa que não tem medo de represálias e diz que outros moradores já fizeram a mesma coisa e nada aconteceu.

O anúncio está em uma página do Facebook. A dona do perfil é prima do proprietário do apartamento. É ela quem atende as ligações e repassa o telefone do primo que atende pelo nome de Rômulo.

Anúncio no Facebook informando que o preço baixou para R$ 35 mil

Anúncio no Facebook informando que o preço baixou para R$ 35 mil

Na ligação, Rômulo explica que o apartamento está no nome da mulher dele, mas está se desfazendo dele por que o local não possui escola, posto de saúde e é distante do centro. Ouça a conversa. 

Ele conta que as parcelas do financiamento pela Caixa Econômica, dentro do Programa Minha Casa, Minha Vida, estão em R$ 50,00 por mês, e que ainda faltam 7 anos para pagar. O apartamento está avaliado em R$ 60 mil.

Quando questionado sobre a lisura da venda, ele diz que irá passar uma procuração, e com ela a pessoa que comprar o apartamento terá plenos poderes sobre o imóvel, podendo até participar de eleições do condomínio.

Anúncio que foi retirado do Facebook

Anúncio que foi retirado do Facebook em janeiro: situação idêntica

“Na eleição para síndico muitas pessoas apareceram com procuração para participar como candidatos. Não pega nada, não. No prédio tem duas pessoas que não são titulares”, disse Rômulo. O apartamento fica na quadra 7, bloco 1, apartamento 302.

No dia 12 de janeiro, o Site SELESNAFES.COM publicou com exclusivamente uma situação idêntica. A moradora também usava as redes sociais para vender um imóvel no Macapaba.

A Secretaria de Inclusão e Mobilização Social (Sims), responsável pelo cadastramento das famílias beneficiadas, diz que está encaminhando todos os casos irregulares para a Caixa Econômica, que deve cancelar os contratos com os mutuários flagrados vendendo os imóveis.  

 

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