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ANDRÉ SILVA

O Sindicato dos Médicos do Amapá (Sindmed) tenta um acordo com a Prefeitura de Macapá para que os médicos formados ano passado na Universidade Federal do Amapá (Unifap) sejam contratados pelo município. O assunto foi discutido nesta segunda-feira, 29, entre dirigentes da entidade e os profissionais. A PMM ainda não se posicionou sobre o assunto. 

Alguns médicos relataram ao sindicato que estão sobrevivendo de bicos, onde chegam a ganhar R$ 200, ou contam com a ajuda de parentes.  Muitos nasceram no Amapá e dizem que querem continuar morando no estado, mas afirmam que essa situação os empurra a morar em outras regiões do país.

Ofício do Sindmed solicitando audiência

Ofício do Sindmed solicitando audiência

Resposta da PMM

Resposta da PMM

Dos 24 formados em 2015, 17 estão desempregados ou residindo em alguma especialidade dentro do estado. Nove deles se reuniram no fim da tarde a presidente do Sindmed, Helen Melo, num encontro no auditório da sede do Conselho Regional de Medicina.

O sindicato encaminhou um oficio ao prefeito Clécio Luis solicitando uma audiência que trataria da situação dos médicos. O sindicato propõe que a prefeitura absorva os que ainda estão desempregados para o quadro do município.

Em resposta ao oficio, a prefeitura disse que “em virtude de vários compromissos já agendados anteriormente , a solicitação de audiência seria programada posteriormente, e que a presidência do Sindmed seria informada quanto data, local e hora”.

“O dinheiro que eu ganho hoje vem de plantões que tiro quando me ligam. Queria muito ter um emprego fixo”, disse um deles que preferiu não se identificar.

Alguns estão recebendo propostas de outros estados, mas o desejo é permanecer no Amapá.

“Eu queria poder ficar aqui, mas eles estão me oferecendo um salário bom e melhores condições. Eu já levei currículo para as secretarias de Saúde do Estado e do Município, mas até agora nada” frisou  outra médica que também não quis se identificar.

Presidente do Sindmed, Helen Melo: preocupação. Fotos: Andé Silva

Presidente do Sindmed, Helen Melo: preocupação. Fotos: André Silva

O outro médico conta que conhece gente que se formou no mesmo tempo que ele, mas que, por ter ajuda política, já está trabalhando.

“Infelizmente é assim. Eu me inscrevi no Programa de Valorização Médica do Ministério da Saúde, mas não consegui a vaga”, contou.

Três deles já conseguiram entrar no programa de residência médica do estado e já começam nesta terça-feira, 1º. Outros ainda esperam resposta do estado ou do município para trabalhar.

O Site SELESNAFES.COM tentou contato com a secretária de Saúde de Macapá, Silvana Vedovelli, mas ela não retornou as ligações. 

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