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SELES NAFES

A Justiça do Trabalho no Amapá determinou o sequestro de R$ 21 milhões das contas do governo do Estado à título de crédito da LMS para pagamento de débitos trabalhistas de ex-funcionários da empresa. O dinheiro já foi depositado em uma conta judicial, mas a Procuradoria Geral do Estado (PGE) tenta reverter a situação.

As ações são de débitos do período de 2010 a 2015. Nos autos dos processos movidos pelos vigilantes, a empresa informou que tinha créditos com o Estado.

“O Estado vem há cinco anos fazendo pouco caso. Nos bastidores reconhecem que a empresa tem o crédito, mas oficialmente negam que há dinheiro para pagar”, disse o advogado da LMS, Waldenes Barbosa.   

“Existe um processo administrativo, mas o governo nunca deu importância. Há dois meses a Justiça intimou o governo que não respondeu nada”, acrescentou.

O procurador-geral do Estado, Narson Galeno, diz que o governo do Estado não reconhece essa dívida com a LMS, que atualmente tem três contratos com o Estado para prestar serviços de vigilância no Detran, Secretaria de Estado do Desenvolvimento Rural (SDR) e Rede Super Fácil.

“A Secretaria de Fazenda informou que não existe esse débito, mesmo assim a Justiça determinou o sequestro, e, por pouco, o pagamento do Estado não foi comprometido”, disse o procurador.

“Marcamos uma reunião para esta tarde com a juíza que proferiu a sentença para explicar toda a situação, e acreditamos que o dinheiro vai voltar para a conta do Estado”, finalizou.

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