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ANDRÉ SILVA

Cozinha Show, Gastronomia Kids e mais 23 pratos diferentes para degustação. Isso tudo será apreciado por quem participar da programação da décima edição do Festival Brasil Sabor, que inicia no próximo dia 30 de junho, no Sebrae.

O Festival nasceu há onze anos por meio da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) e há 10 vem revolucionando a gastronomia amapaense. Dois chefes de renome internacional, Sebastian Contreira e Orácio Catani, vão participar esse ano.

Desde a primeira edição do Festival a gastronomia amapaense passou a ganhar mais atenção. Da apresentação dos pratos à qualidade do atendimento nos estabelecimentos, muita coisa mudou. Segundo a organização do Brasil Sabor no Amapá, de 2011 a 2013, houve um aumento considerável no número de novas empresas que seguiram o ramo da gastronomia.

Sandro Belo, coordenador do evento:

Sandro Belo, coordenador do evento:”a partir do Brasil Sabor a gastronomia amapaense começou a agregar valor”

Um dos organizadores do Festival, Sandro Bello, conversou com o site SELESNAFES.COM sobre as novidades da edição desse ano. 

Quando nasceu o festival?

O Festival Brasil Sabor ocorre há onze anos no Brasil e quem organiza nacionalmente é a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), ocorrendo simultaneamente em todo o país. No Amapá nós fundamos a Abrasel em 2006 e desde então realizamos o Festival. Esse ano ele faz parte de um projeto maior, o Projeto Alimentação Fora do Ar, composto pelo Sebrae, governo do Estado, prefeitura, Sindbar, Abrasel e demais parceiros.

Qual o objetivo do evento?

É promover as empresas, a gastronomia, fortalecer a economia local e contribuir para a geração de emprego e renda. O evento contribui muito não só do ponto de vista socioeconômico, mas para a imagem positiva do Amapá.

Qual a contribuição do Brasil Sabor para a gastronomia do Estado?

A partir do Brasil Sabor a gastronomia começou a agregar valor, utilizando insumos e ingredientes regionais da nossa culinária e criando uma identidade gastronômica local.

Qual tipo de atração o projeto vai promover nesses três dias de evento?

Esse ano nós teremos uma programação voltada para o conhecimento. Teremos o ‘Cozinha Show’, onde nossos chefes vêm trazendo novidades por meio de palestras, segmentando a nossa gastronomia, como por exemplo, a ‘culinária kids’ que é uma gastronomia voltada especialmente para o público infantil, além de promover o que é nosso.

O que mudou na mentalidade dos chefes de cozinha, donos de restaurante e garçons desde o início do Festival?

Desde o layout dos estabelecimentos, os próprios profissionais e aquilo que eles produzem mudou. A gastronomia tem um processo industrial e comercial então, esses dois quesitos avançaram muito nesses anos. Nós temos indicadores bastante positivos desses seguimentos no Amapá. Em 2011 o estado foi o que mais abriu empresas no setor de gastronomia no Brasil, proporcionalmente falando. Em 2012 e 2013 o setor continuou abrindo mais empresas e gerando empregos, isso são dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e da Junta Comercial do Amapá.

Todos os estados têm o prato que faz parte daquela cultura. Quais pratos você acha que são a cara do Amapá?

É o camarão no bafo. Não existe no mundo uma iguaria igual ao do Amapá, apesar de nós trabalharmos de diversas formas o camarão, agregando valor e trazendo novidades para a sociedade. Mas o prato símbolo da gastronomia local com certeza é o camarão no bafo.

Como será a programação desse ano?

Dia 30 teremos a abertura. Esse festival é diferente de tudo que já foi apresentado em outras edições, primeiro pelo número de empresas, 23 irão compor o circuito gastronômico, ou seja, serão 23 pratos novos para a sociedade apreciar.  Além da quantidade, esse ano nós estamos trabalhando a maior diversidade gastronômica nesse tipo de evento. Teremos desde a paleta ao espeto; churros, culinária regional, internacional, tudo trabalhado de forma inovadora que irá surpreender o público que for prestigiar o Brasil Sabor. Teremos o ‘Cozinha Show’ com nove palestras apresentando pesquisas recentes, feitas pelos nossos chefes e aquelas receitas que são comuns para a gente, e que serão trabalhadas nesse avento.

Sandro informa que as pessoas que participarem das palestras irão receber certificados de participação, além de poder saborear os pratos preparados pelos chefes ao preço de R$ 5.

No último dia do festival, os amapaenses vão poder saber qual o melhor chefe ou cozinheiro do Amapá. Seis chefes participam do concurso. A entrada dos três dias do festival é gratuita.

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