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SELES NAFES

O engenheiro Ângelo do Carmo não é mais o presidente da Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA). Na semana passada, a Eletrobrás enviou comunicado ao Conselho Deliberativo da companhia confirmando os nomes de três novos diretores da estatal, entre eles o do novo presidente, Marcelino da Cunha Machado Neto. Ele estava dirigindo as Centrais Elétricas do Piauí (Cepisa) e veio com a missão de tornar a CEA “mais atraente” para a privatização.

A Eletrobrás tem a prerrogativa de nomear os diretores da estatal amapaense com base num protocolo de intenções firmado entre a CEA e o governo do Amapá em setembro de 2013. O documento foi assinado durante as negociações para a federalização da companhia que acabou não ocorrendo.

Além de Marcelino da Cunha, os nomes novos diretores são: Antônio Araújo da Silva (Financeiro e Administrativo) e Rodolfo Torres (Planejamento e Expansão). Torres foi secretário de Transportes do Estado (Setrap) durante quase todo o segundo mandato de Waldez Góes (PDT).

Ângelo do Carmo dirigiu a estatal durante mais de 2 anos. Foto: Arquivo

Ângelo do Carmo dirigiu a estatal durante mais de 2 anos. Foto: Arquivo

Já Antônio Araújo da Silva, que ainda não chegou ao estado, ocupava a superintendência da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em Brasília. Os três tomaram posse no último dia 2.

Esta semana, a nova direção se reuniu com servidores da CEA e com representantes do Sindicato dos Urbanitários (Situap).

“Colocamos algumas demandas que não conseguimos resolver nas últimas gestões, principalmente sobre a relação ruim entre a diretoria e os trabalhadores. O Ministério Público do Trabalho está até investigando casos de assédio moral dentro da empresa por causa de muitas ameaças de demissões”, relatou o presidente do sindicato, Andrey Cardoso.

No encontro com os servidores e sindicalistas, o novo presidente disse que veio para aperfeiçoar a distribuição de energia e preparar a estatal para a privatização.

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