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SELES NAFES

Um dos grupos mais poderosos do setor de alimentos e magazine da Região Norte fechou as portas no Amapá, encerrando um ciclo de atividades de mais de 15 anos. Depois de possuir três supermercados em Macapá, a Yamada fechou sua última loja e deixou apenas um aviso para seus clientes que possuem o cartão de crédito do grupo: “pagar em qualquer agência bancária”.

A Yamada iniciou suas atividades no início dos anos 2000 com a inauguração do primeiro supermercado ao lado do histórico Mercado Central de Macapá, onde antes funcionava o extinto Supermercado Casa das Carnes, do empresário Odilon Filho. Era o primeiro supermercado com estacionamento elevado da capital.

Logo em seguida, a Yamada abriu mais duas unidades na Lagoa dos Índios, Zona Oeste de Macapá, e na Avenida Rio Xingú, no Bairro Perpétuo Socorro, Zona Leste. Dois anos mais tarde, a loja do Perpétuo Socorro seria a primeira unidade a ser fechada pelo grupo. Há cerca de seis anos foi a vez do supermercado Yamada da Lagoa dos Índios, às margens da Rodovia Duca Serra.

Aviso aos clientes sobre pagamento do Cartão Yamada

Aviso aos clientes sobre pagamento do Cartão Yamada. Fotos: Seles Nafes

No último dia 26, a Yamada/Centro amanheceu fechada. Avisos na porta informam aos clientes que o único atendimento que restou em Macapá é para a emissão de boletos do cartão de crédito, um dos produtos mais valiosos do grupo. As parcelas podem ser quitadas em qualquer banco.

O Cartão Yamada tem 2 milhões de clientes cadastrados, e o grupo ainda mantém aberta a maioria de suas 35 lojas. Além dos supermercados do Amapá, a Yamada fechou unidades também em Santarém e Marabá, no Pará.

A Federação do Comércio do Amapá (Fecomércio-AP) não sabe informar quantos funcionários foram demitidos pelo grupo, mas avalia que a Yamada pode ter se equivocado em estratégias no momento da instalação no Amapá, subestimando a concorrência e a realidade econômica local. 

“No início da operação eles devem ter sentido um impacto por se depararem com grupos que já dominavam o mercado de gêneros alimentícios em Macapá. São grupos bem organizados e consolidados. Além disso, são grupos que estão acostumados a se planejar para operar com o movimento do funcionalismo público”, avalia o presidente da Fecomércio, Eliezir Viterbino.

Se por um lado a Yamada fechou, outros grupos de peso que se instalaram no Amapá, e alguns mais antigos, estão ampliando suas atividades, numa demonstração de que o mercado consumidor de Macapá é mais do que atraente. O Atacadão do Carrefour, na Rodovia JK, Zona Sul de Macapá, tem recebido bom movimento. 

O grupo Fortaleza acaba de inaugurar outro supermercado também na Rodovia JK, que ainda vai ganhar no início do ano que vem outra unidade do grupo Atacadão Maracá.

Há informações também de que o Carrefour e o Atacadão Maracá vão fincar os pés na Zona Oeste, em 2017, de olho em 100 mil habitantes do gigantesco Marabaixo, Cabralzinho, Platon, Goiabal, Coração e condomínios de alto padrão instalados ao longo da Rodovia Duca Serra. Isso sem falar da população que se movimenta entre Macapá e Santana todos os dias. 

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