Compartilhamentos

ANDRÉ SILVA

O  hospital Unimed Macapá já demitiu mais de 60 pessoas desde o início de fevereiro desse ano. Todos os trabalhadores dispensados estão sendo orientados pela própria empresa a procurar seus direitos na justiça. Uma paralisação que iniciou na última quinta-feira, 23,  e durou até sexta-feira, 24, terminou  sem negociação. Funcionários continuam com salários, décimo terceiro e férias atrasados sem prazo de recebimento.

Benedito Almeida dos Santos, de  38 anos, está entre as 62 pessoas demitidas só neste mês de fevereiro. Ele trabalhou na empresa por 17 anos e disse que desde junho a Unimed não deposita seu FGTS.

Servidores protestam contra atrasos e demissões. Foto: André Silva

Servidores protestam contra atrasos e demissões. Foto: André Silva

“Trabalhei o mês de janeiro todinho e meu nome estava na folha para receber. Só que quando foram fazer o pagamento em fevereiro simplesmente disseram que não iriam nos pagar, ou seja, não paguei minhas contas, estou com o nome sujo e passando dificuldades”, desabafou o ex funcionário.

Segundo o Sindicato de Enfermagem e Trabalhadores da Saúde (Sindsaúde), alguns funcionários que participaram da paralisação foram ameaçados de demissão por um dos diretores do hospital. A Unimed não recebeu nenhum dos trabalhadores e nem representantes do sindicato.

“Como foi uma paralisação de dois dias apenas, levantamos o movimento e vamos esperar por uma semana para convocar a assembleia para deliberar qualquer uma outra coisa a respeito de uma nova paralisação”, explicou o presidente do sindicato Ismael Cardoso.

Até agora o  hospital não se posicionou em relação a paralisação e se vai regularizar os pagamentos de salários e décimo terceiro dos funcionários. A empresa já havia sugerido fazer o pagamento em 8 parcelas. A proposta foi rejeitada pelos trabalhadores.

Compartilhamentos