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De Oiapoque, HUMBERTO BAÍA

A crise na Guiana Francesa serviu para confirmar uma suspeita: a de que Oiapoque depende muito dos euros franceses. O comércio e o setor de serviços, especialmente os restaurantes e hotéis, já sentem a pouca circulação de franceses pelas ruas do Centro Comercial. A cena é pouco comum.

Uma semana depois que a Ponte Binacional foi inaugurada, a expectativa era de um fluxo muito maior de carros franceses pelas ruas, mas isso durou muito pouco. Com a decretação da greve geral para esta segunda feira, 27, todas as principais rodovias estão bloqueadas. Com isso, a circulação de veículos no Brasil diminuiu drasticamente.

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Lojas do comércio sentiram o baque da crise na Guiana

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Pouco movimento: atípico

Vários hotéis e restaurantes que tinham reservas para este fim de semana viram os pedidos serem cancelados.

“Um prejuízo de 30% nos negócios”, calcula João Augusto, gerente de um restaurante no centro da cidade. Segundo ele, as mesas deveriam estar lotadas.

“Estávamos com todas as reservas esgotadas, e a greve tudo foi cancelado”, lamenta a empresária Liuma Silva Campos, proprietária de uma normalmente movimentada pousada de Oiapoque.

Proprietária de pousada teve todas as reservas canceladas

Proprietária de pousada teve todas as reservas canceladas

A greve geral foi decretada na Guiana Francesa por movimentos populares em função da violência e da falta de investimentos em vários setores do departamento ultramarino francês. Depois de uma semana com vários setores parados, já começa haver falta de combustível do outro lado do Rio Oiapoque.

Daqui a 30 dias, ocorrerão as eleições presidenciais na França.

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