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OLHO DE BOTO

A Polícia Civil do Amapá prendeu no fim da manhã desta segunda-feira, 6, um homem de 20 anos acusado de disparar o tiro que matou uma criança de 8 anos em outubro do ano passado, na zona norte de Macapá. Ele confessou o crime, mas disse que estava embriagado.

Rosivaldo Cardoso dos Santos, o “Rô”, estava sendo procurado pela Polícia Civil desde a época do crime, quando foi identificado por testemunhas como o autor do disparo. O homicídio ocorreu no Parque dos Buritis. 

Em depoimento na Delegacia de Crimes Contra a Pessoa (Decipe), ele disse que estava buscando vingança contra as pessoas que agrediram sua avó, que ele chama de mãe.  

Rosivaldo dos Santos estava sendo procurado desde outubro. Fotos: Olho de Boto

Rosivaldo dos Santos estava sendo procurado desde outubro. Fotos: Olho de Boto

Acusado presta depoimento na Decipe

Acusado presta depoimento na Decipe

“Ela (mãe de criação) foi agredida numa confusão por uma dessas amizades dele. Cheio de raiva, ele se armou e foi tomar satisfação com o grupo que era maior. Ele atirou contra eles, e acabou acertando essa criança que estava brincando na rua. Com essa raiva toda dele, acabou matando um inocente”, frisou o delegado Ronaldo Coelho, que comanda as investigações.

Rosivaldo dos Santos alegou que estava muito alcoolizado quando decidiu se vingar dos agressores da mãe de criação. Contudo, diz que não lembra de muita coisa, e que só soube da morte do menino no dia seguinte.

“Eu tava muito porre. Só lembro que eu atirei nos caras, mas minha intenção não era matar a criança. Fui cobrar. Eles deram uma tijolada na minha mãe”, comentou. Ouça o que ele diz. 

policia

Jadson, morto aos 8 anos

Depois do crime, o assassino confesso disse que fugiu por um lago, onde perdeu a arma de fogo usada no homicídio. 

Jadson Lauriano Palheta de Lima, de 8 anos, brincava na frente da casa, localizada na Avenda Yasmim Brito. Ele estava no 5º ano da Escola Vera Lúcia Pinon, no Bairro Infraero II. O tio dele, seria um dos alvos da fúria de Rosivaldo dos Santos. 

Apesar da identificação do assassino, a polícia teve dificuldades para encontrá-lo, o que ocorreu nesta segunda em uma residência no Bairro Marabaixo, zona oeste de Macapá.   

“Essas pessoas não têm endereço fixo, só são conhecidas pelo sobrenome ou apelido, e as testemunhas têm medo porque se tratam de pessoas violentas, andarilhos”, explicou o delegado.

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