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OLHO DE BOTO

Equipes do Batalhão de Policiamento Rural (BPRU) prenderam dois homens acusados de participar do roubo que terminou com o assassinato de um homem de 57 anos dentro da casa onde morava, no Distrito de São Joaquim do Pacuí, zona rural de Macapá. Um dos suspeitos confessou o crime, e disse que tinha fumado muita maconha antes do roubo.

O latrocínio ocorreu na madrugada do último domingo, 16, numa casa que fica na beira do Rio Pacuí. Populares acionaram a polícia informando que havia uma pessoa morta na residência.

Quando chegaram ao local, os policiais encontraram o corpo de Raimundo Vieira Ramos, de 57 anos, fora da casa e numa poça de sangue. A residência estava toda revirada.

Em diligências, testemunhas informaram que viram dois homens na casa da vítima na noite anterior. Manoel da Costa Pureza, de 36 anos, foi preso na casa de um parente.

Por volta das 22h, os policiais conseguiram localizar Adenilson da Costa Ferreira, de 29 anos, o “Neneca”. A equipe teve que arrombar a porta da casa.

“De imediato ele assumiu que matou, mas disse que não agiu sozinho, e passou as características do suspeito que já havia sido preso”, comentou o tenente Fábio Baía, do BPRU.

Os dois confessaram que roubaram R$ 100 da vítima que era muito conhecida no distrito. Raimundo Ramos morava sozinho e era deficiente físico.

“Ele nem tinha condições de se defender, e mesmo assim entrou em luta corporal com os infratores. Eles disseram que não sabiam que a vítima estava na residência quando arrombaram a porta. A vítima se assustou. Houve a luta. O Manoel deu uma cacetada na cabeça da vítima, e o Adenilson efetuou as facadas”, relatou o oficial. Teriam sido pelo menos 3 golpes no peito.

Manoel

Manoel Pureza teria aplicado uma “cacetada” na cabeça da vítima, enquanto Neneca aplicava os golpes. Fotos: Olho de Boto

Apesar de morar sozinho, Raimundo Ramos tinha muitos parentes na comunidade. Depois da prisão dos dois acusados,  uma multidão se formou na frente do quartel do BPRU.

Os dois foram apresentados no fim da noite no Ciosp do Pacoval. A dupla já tinha passagens pela polícia por furto e tráfico de drogas.

Na delegacia, Neneca não demonstrou arrependimento e relatou com frieza que usava drogas há um ano. Contudo, ele deu outra versão e tentou assumir sozinho a autoria do crime.

Os dois serão encaminhados ainda nesta segunda-feira, 17, para audiência de custódia.

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