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CÁSSIA LIMA

O Hospital da Mulher Mãe Luzia registrou este ano um aumento de 40% no atendimento da avaliação inicial de gestantes na maternidade.  A maior procura é para ginecologia, obstetrícia e exames de ultrassonografia.

O aumento no atendimento se deve a muitas mães procurarem diretamente a maternidade antes de fazer o acompanhamento correto nas Unidades Básicas de Saúde. O motivo é diverso, desde mães que são do Pará até aquelas que não cuidam da gravidez mesmo.

Atendimento na admissão da maternidade. Fotos: Cássia Lima

Atendimento na admissão da maternidade. Fotos: Cássia Lima

A jovem Jamile Barbosa, de 15 anos, natural de Breves, município no Estado do Pará, é um exemplo do aumento da demanda. Além dela ser de outro Estado, ela procurou a maternidade na manhã desta terça-feira, 4, aos 8 meses de gravidez para fazer a primeira consulta.

“Não fiz nenhum acompanhamento nem pré-natal porque não tinha identidade, mas até tem um hospital lá em Breves, mas eu moro no interior do município. É mais fácil vir pra Macapá do que Belém”, explicou a jovem que espera o primeiro filho.

Jamile Barbosa

Jamile Barbosa. Jovem não fez acompanhamento pré-natal

Segundo as estatísticas do hospital, em janeiro de 2016 foram atendidas, em menos de 24hs, 1,7 mil pacientes e realizados 44 ultrassons. Já em fevereiro foram 1,5 mil atendimentos e em março 1,6 mil pacientes atendidos e 89 ultrassons.

Paralelo a isso, em janeiro de 2017 foram atendidas, em menos de 24hs, 1,7 mil pacientes e tirados 76 ultrassons. Em fevereiro foram 55 ultrassons e 1,5 mil com menos de 24hs. Já em março os dados indicam 103 ultrassons e 1,9 mil atendimentos.

“Se somados os três primeiros meses houve um aumento de 40% no atendimento, especialmente na admissão. Isso poderia ser feito numa UBS, mas a mães logo nos procuram e isso tem gerado lotação na instituição e demora no tempo de espera”, explicou o diretor do Hospital da Mulher, Ivo Melo.

A expectativa é que a situação se resolva nos próximos meses já que o fluxo de atendimento, mesmo alto, está oscilando. A direção do hospital orienta as grávidas a procurarem unidades de saúde e realizarem o acompanhamento da gestação.

A orientação foi seguida corretamente pela dona de casa Zenira dos Santos Pinheiro, de 26 anos, grávida do segundo filho. Ela fez todo o acompanhamento pré-natal e só procurou a maternidade quando sentiu contrações.

Zenira dos Santos:

Zenira dos Santos: acompanhamento da gravidez na UBS

“Eu fiz todos os exames e acompanhamento na Unidade Básica de Saúde Rosa Moita, no Nova Esperança. Eu já estou só esperando mesmo 4 centímetros de dilatação e andando sob orientação médica”, ressaltou a grávida.

Os dados mostram que de 100 mulheres que são atendidas por dia na admissão, pelo menos 60 são para exames ginecológicos. Atualmente, a maternidade estuda um método de triagem mais eficaz já que o atual não funciona.

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