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OLHO DE  BOTO

Policiais militares de Macapá prenderam um falso delegado da Polícia Civil. Emanuel Barros Videira, de 42 anos, foi preso enquanto paquerava uma jovem de 22 anos, se fazendo passar por policial, informou o delegado que lavrou o flagrante, Nixon Kennedy.

O caso ocorreu na última quinta-feira (28), em frente à Unidade de Policiamento Comunitário (UPC) do Araxá/Pedrinhas, na zona sul da capital. Policiais militares informaram no boletim de ocorrência que se aproximaram de um homem em frente ao prédio.

Acusado de se passar por policial foi levado para o Ciosp do Pacoval. Fotos: Olho de Boto

Emanuel Videira ostentava uma insígnia. Foto: Reprodução

Na aproximação, ele já teria ficado muito nervoso e começado a baixar a cabeça na tentativa de esconder o rosto. Ele foi logo reconhecido como Emanuel Videira, o “Delegado”, estelionatário com passagem pelo Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen), onde ficou preso por mais de 5 anos por vários crimes.

Atualmente, está regime aberto de prisão domiciliar, o que o obriga a estar em casa durante a noite e aos fins de semana, medida que estava sendo desobedecida. O ex-detento confirmou aos policiais que estava assinando frequência no Fórum de Macapá, e alegou que estava ali na UPC acompanhando sua advogada.

A suposta advogada, uma jovem de 22 anos, foi abordada pelos PMs no prédio. Na verdade, ela não é advogada e informou que estava na UPC resolvendo um problema pessoal acompanhada pelo novo amigo que tinha se identificado para ela como policial civil “Marcos”.

“Ele cortejou essa moça durante alguns dias, e se disse policial para facilitar a aproximação com ela (…). Ele estava com um drone e informou para essa moça que também atuava como detetive particular, mas não apresentou nenhuma identidade que comprove essa atividade”, comentou o delegado Nixon Kennedy.

Delegado Nixon Kennedy: se apresentava como policial para facilitar a aproximação

“Delegado” no Iapen

“Diante dessa situação presenciada pela PM, ele foi apresentado aqui no Ciosp e vai responder por falsa identidade”, acrescentou o delegado.

Depois de prestar depoimento, Emanuel Oliveira, que também se apresentava como delegado, foi liberado, mas terá que se apresentar à justiça.

“Foi liberado porque é um delito de menor potencial ofensivo. Nesses casos a legislação determina que se lavre um termo circunstanciado para que se apresente no juizado. No dia da audiência ele terá uma censura maior da justiça”, finalizou Nixon Kennedy.

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