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SELES NAFES

A Polícia Civil já tem as imagens do circuito de câmeras do Hospital de Emergência de Macapá onde aparecem os dois homens que tentaram matar um paciente internado na UTI, na madrugada desta quarta-feira (21). Um deles chega a tirar totalmente a máscara.

As fotos foram fornecidas pela direção do HE para a Polícia Civil. A qualidade das imagens é considerada boa pela equipe do Núcleo de Operações e Inteligência (NOI). Ao congelar o vídeo e aproximar, os policiais puderam ver a fisionomia dos dois criminosos que injetaram uma substância no tubo da máquina que mantém vivo um idoso de 65 anos.

O paciente veio do município de Porto Grande, a 105 quilômetros de Macapá, depois de receber um tiro de revólver no último dia 13.

Policiais que investigam o caso disseram que ainda não é possível saber que substância foi usada, já que os próprios funcionários da UTI descartaram as duas seringas usadas pelos bandidos logo após a tentativa de homicídio. Só uma perícia na máquina poderá revelar o produto utilizado. 

Outra observação feita pelos investigadores foi a falha na segurança do HE, que já possui equipes permanentes das polícias Civil e Militar. Contudo, na entrada privativa de ambulâncias e funcionários são vigilantes que fazem a segurança. E o que estava de plantão às 3h da madrugada permitiu, ou não viu, a entrada dos matadores que usavam jalecos de enfermeiros.  

A Polícia Civil também investiga a motivação do crime, e pede que a população denuncie os criminosos pelo WhatsApp do NOI, que é o 99202-6000. O delegado Alan Moutinho

O secretário de Saúde em exercício do Amapá, Paulo Távora, disse no início da tarde desta quarta-feira (21) que a Sesa tem buscado medidas efetivas para reforçar ainda mais a segurança em todas as unidades da rede hospitalar, especialmente do HE.

De acordo com ele, os hospitais vão continuar limitando a quantidade de visitas por paciente e informou que pessoal de maca, triagem e recepção passou por treinamento recentemente. A empresa prestadora de serviço

“Isso não é um fato isolado só do Amapá. Ocorre. Recebemos todos os tipos de trauma de brigas de rua, esfaqueamento, tiro, assaltos (…) estamos sujeitos a esse tipo de situação (invasão), mas a busca é incessante para dar segurança aos nossos servidores. É uma preocupação diária nossa”, comentou o secretário. 

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