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JÚLIO MIRAGAIA

Os assistidos do Estado no  Programa de Tratamento Fora de Domicílio (TFD) estão denunciando novamente atrasos da agência de viagens na emissão de passagens aéreas. Os pacientes informam que mesmo com a Secretaria de Saúde do Amapá (Sesa) estando com o pagamento em dia com a empresa, a liberação de passagens pode demorar até 20 dias.

De acordo com a presidente da  Associação  Amapaense de Apoio aos pacientes no TFD, Ruany Soares, somente no mês de julho cerca de 1,5 mil pacientes foram prejudicados com algum atraso gerado com a demora em efetuar as passagens.

Ruany Soares explica também que, após diálogo com a Sesa, foi definido pela secretaria um processo licitatório para contratação de uma nova empresa para prestar o serviço para os assistidos.

Porém, o contrato com a atual empresa, a agência AP Turismo, dura até outubro. Enquanto não encerra o contrato com o Estado, a agência poderia estar atuando propositadamente de forma lenta na compra de passagens em retaliação aos pacientes que reclamam do serviço prestado, segundo a presidente da associação.

Associação e MPF visitaram agência para apurar denúncias. Fotos: AAPTFD

A retaliação se daria também pelo fato da AP Turismo não ter conseguido renovar o contrato. Mesmo com as reclamações dos pacientes, a empresa chegou a participar da nova licitação, mas ficou entre as últimas colocadas.

“Há um paciente de um ano de idade que está no Maranhão há dez dias com a família e nada da passagem. Outro caso é de um idoso de 60 anos que faz tratamento neurológico e a esposa está desde o dia 5 de junho esperando a emissão de passagem. Acredito que a demora é em represália ao processo de licitação que a Sesa fez justamente para minimizar esse sofrimento desses pacientes.”, denuncia Runay Soares.

Pacientes e familiares aguardam emissão de passagens. Demora continua, mesmo após regularização do pagamento da Sesa

Representantes do Ministério Público Federal (MPF) acompanharam os pacientes nesta terça-feira (18) em visita à agência para apurar as denúncias. O MPF defende a implantação de um novo modelo de TFD no Estado, que seja menos burocrático que o modelo atual.

A Sesa informou que se posicionará sobre o caso e as alegações da associação ainda hoje.

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