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OLHO DE BOTO

O menor acusado de matar um gerente do Banco do Brasil no Amapá se apresentou na manhã desta sexta-feira (18), na Delegacia de Atos Infracionais (Deiai) de Macapá. Ele teve a internação decretada pela Justiça a pedido da Delegacia de Homicídios, responsável pelas investigações.

Em depoimento, o menor de 17 anos disse que conheceu Rafael Garcia Cruz, de 32 anos, em frente ao Banco do Brasil, há cerca de 4 meses, e que os dois passaram a ter uma relação de amizade.

“Ele era o elo com o gerente. E foi ele quem levou o maior de idade (Vitor Trindade, de 21 anos) até o apartamento da vítima”, informou o delegado Ronaldo Coelho, que conduz as investigações.

Menor confessou que agrediu, mas culpou comparsa pela morte. Foto: Arquivo policial

O corpo do gerente foi encontrado pela PM na manhã do dia 11 de agosto, em seu apartamento no Centro Comercial de Macapá, mas o latrocínio ocorreu na noite anterior. Os assassinos foram identificados por câmeras de segurança do prédio.

Na versão do menor, os dois tinham planejado roubar o apartamento do gerente, mas teria sido Vitor quem matou o gerente asfixiado com um cinto. O adolescente admitiu apenas que agrediu e amarrou a vítima.

Delegados Ronaldo Coelho e Daniela Graça: menor também participou da morte

Dupla teria cometido crimes também no Pará

“Ele disse que o Rafael tentou reagir quando foi asfixiado pela primeira vez, e por ele ser um homem grande ele (o menor) o impediu que reagisse novamente agredindo-o no rosto e no abdômen. Ele também participou do ato executório”, avalia a delegada Daniela Graça, da Deiai, que formalizou a apreensão do menor.

O adolescente também revelou que teriam sido roubados do apartamento a quantia de R$ 300, um notebook e outros objetos eletrônicos. Na partilha, ele teria ficado com o dinheiro e o comparsa com os objetos.

“Estamos esperando a decretação da prisão do maior, porque temos informações de que ele retornou para uma cidade do Pará. (…) A Polícia Civil paraense já está ciente da situação”, adiantou Ronaldo Coelho.

Segundo ele, a dupla já cometeu outros crimes no Pará.

Politec em frente ao apartamento onde o gerente foi morto. Foto: Olho de Boto

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