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CÁSSIA LIMA

Aos 26 anos, Carolina Soares acreditava estar com a vida do jeito que sonhou. Policial militar, ela pediu baixa para fazer a faculdade dos sonhos, medicina, na Bolívia. Mas tudo mudou quando a jovem descobriu um câncer. Hoje, ela luta para sobreviver e retomar os projetos.

A estudante é natural do Pará, mas mora com a mãe no Amapá desde os 6 anos. Era policial militar, mas pediu baixa aos 23 anos para iniciar o curso. Os sintomas do câncer na vida dela começaram a surgir no fim de 2016, com uma gripe. Carolina conta que estava em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, onde cursava o 7º semestre de medicina, quando começou a sentir um cansaço incomum. As coisas pioraram e ela voltou para Macapá.

“Quando foi em fevereiro, começaram a surgir nódulos no meu pescoço e fui procurar um médico, mas disseram que era só resfriado. Depois de 1 mês, os nódulos não sumiram e apareceram outros atrás da orelha e nas axilas também”, contou a estudante.

Carolina quando estava em fase de recuperação Fotos: Arquivo Pessoal

Em um hospital particular de Macapá, ela fez biópsia e recebeu os exames em abril: era suspeita de leucemia linfoblástica aguda de células, um dos tipos mais agressivos de câncer. Com a ajuda da mãe, que é funcionária do Estado, a jovem viajou para fazer o tratamento no Hospital Ophir Loyola, em Belém (PA).

Durante o tratamento, desenvolveu pancreatite aguda e passou 35 dias sem comer absolutamente nada, sofrendo dores, segundo ela, absurdas, e vivendo à base de morfina.

Carolina lembra que viu jovens morrerem de câncer e achou que era o fim. Mas, em agosto, as coisas mudaram novamente.

“Eu tive alta, pois, o câncer tinha entrado em remissão. A melhor notícia é que eu podia fazer o transplante e havia dois doadores de medula óssea compatíveis comigo. Aquela foi a melhor notícia de todos os tempos”, contou.

Jovem e mãe, durante o tratamento Fotos: Arquivo Pessoal

Mas, durante os dois meses de procedimentos documentais e os vários exames antes do transplante, Carolina recebeu a informação de que o câncer havia voltado.

“Eu fiquei sem chão, perguntava por que aquilo estava acontecendo comigo, eu tinha feito tudo certo. E para completar a situação, o dinheiro que minha mãe tinha para nos manter acabou, e passamos a viver de doações”, lembrou.

No início do mês de outubro, Carolina reiniciou o tratamento no Hospital de Câncer de Barretos, em São Paulo. Lá, ela soube que foi constatado que a doença tinha alcançado um nível de 65%, e chegado em um grau muito avançado. Houve a volta dos tumores por todo o corpo. Segundo os médicos, a jovem vai precisar ficar em Barretos por 5 anos, para garantir que a doença não volte.

Carolina conversou com o portal SELESNAFES.COM.

“Estou fazendo tratamento faz 8 meses. Aqui, o hospital é melhor, mas eu não tenho forças como tive no início. Os custos aqui são muitos, e, apesar de interior de São Paulo, é muito caro porque gira em torno do hospital. E só o salário da minha mãe não está dando”, falou.

Mãe e filha estão sobrevivendo com doações de terceiros feitas através do site vakinha.com.br. Para ajudar Carolina Soares, as doações podem ser feitas no link https://www.vakinha.com.br/vaquinha/ajude-carolina-soares-vitima-de-leucemia-linfoblastica-aguda-a2804911-bd2c-4a6a-96f9-4c5205bc2c8b

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