Por PEDRO PESSOA, de Belém
Uma discussão em um parquinho infantil terminou em troca de socos entre um policial civil armado e um adolescente no município de Moju, no nordeste do Pará, a cerca de 125 quilômetros de Belém. O confronto aconteceu na Praça dos Estudantes, diante de crianças que brincavam no local. A confusão foi registrada em vídeo e ganhou repercussão nas redes sociais. O policial foi identificado como Givanildo Santos, conhecido como “Gibão”.
Nas imagens, o agente, que estava à paisana, aparece discutindo com um jovem que se encontrava na parte superior de um brinquedo. Ao perceber que estava sendo filmado, o policial ameaça o rapaz e desafia a pessoa responsável pela gravação.
“Grava, grava. Vou te dar um pau. Filma”, diz Givanildo.
Em seguida, o policial sobe na estrutura do brinquedo e parte para cima do garoto. Os dois trocam socos e acabam levando a briga para o chão, enquanto uma pessoa tenta interromper as agressões. Assustadas, crianças que estavam no parquinho começam a gritar. Apesar de portar uma arma de fogo, o agente não aparece sacando a pistola nas imagens divulgadas. No momento da confusão, Givanildo vestia uma camisa com referência a Flávio Bolsonaro (PL).

Garoto teve ferimentos na cabeça

…e no rosto
‘Errei por não ter chamado a PM’
Após a repercussão do vídeo, Givanildo se manifestou nas redes sociais e reconheceu que participou da briga. Segundo ele, estava acompanhado da filha, de oito anos, e da neta, de apenas um ano, quando encontrou o jovem e outros adolescentes utilizando um espaço que, conforme sua versão, seria destinado a crianças menores.
O policial afirmou que deveria ter solicitado a presença de uma equipe da Polícia Militar para resolver a situação, em vez de se envolver diretamente no confronto.
“Eu errei sim, por não ter chamado a Polícia Militar para tirar eles do parque”, declarou.

Gibão reconheceu parcialmente o erro
Corregedoria investiga
A Polícia Civil do Pará confirmou nesta sexta-feira (23) que a ocorrência foi registrada na delegacia de Moju e será investigada pela Corregedoria da instituição. Imagens de câmeras de segurança da região foram recolhidas e deverão ajudar a esclarecer as circunstâncias da confusão.
Os investigadores também começaram a ouvir depoimentos das pessoas envolvidas. As vítimas foram encaminhadas para exames de corpo de delito, que poderão identificar possíveis lesões provocadas durante o confronto. A investigação deverá esclarecer como a discussão começou e apurar a conduta do policial civil.
