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Mais de 20 famílias que foram atingidas pelo incêndio no bairro Perpétuo Socorro, ocorrido no fim de outubro, foram despejadas dos abrigos em que estavam. A maioria alega estar sem receber o aluguel social prometido pela Prefeitura Municipal de Macapá (PMM) e também não foram incluídas em programas habitacionais. Sem ter para onde ir, elas ocuparam os galpões abandonados da Feira da Ana Nery, no bairro Perpétuo Socorro.

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O local não tem qualquer condição para moradia. “Até hoje a Prefeitura não deu um sinal de como resolver nosso problema. Tenho uma filha doente e eu tenho problema físico na minha perna. Eles (técnicos da prefeitura) alegaram que os deficientes teriam prioridade, mas nada, estou aqui sem nada, só temos comida porque os professores dos meus filhos que fizeram coleta e nos ajudaram. Só Deus para nos ajudar mesmo. Não temos banheiro e a luz que temos aqui foi que nos mesmo instalamos”, lamenta Sônia Maria Cordeiro, que há seis dias se mudou para feira com os sete filhos.

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Para as famílias, o mais importante é uma nova e definitiva moraria, e não o aluguel social. “Nós estávamos no Centro Diocesano e tivemos que sair de lá porque haviam nos prometido que no início de dezembro teríamos um lugar para morar”, destaca a dona de casa. Ela e marido estão desempregados.

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Nenhum outro morador quis falar com a equipe de reportagem. Além das ligações clandestinas, a famílias precisaram improvisar um banheiro que não é suficiente para atender todos. Alguns vizinhos cedem os seus banheiros, mas nem sempre.

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