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Pense num emprego onde o local de trabalho está entre os mais visados pelos assaltantes. E esse mesmo emprego inclui também passar algumas noites em claro, sem segurança, com você sempre imaginando se os dois homens que estão chegando na moto às três horas da manhã são mesmo clientes ou criminosos armados dispostos a matar ou morrer. Esse é o cotidiano dos frentistas dos postos de combustíveis que funcionam dia e noite em Macapá e Santana. Nem mesmo os investimentos em monitoramento eletrônico têm afugentado os assaltantes.

O Posto localizado no bairro do Muca foi o último a sofrer uma tentativa de assalto na Capital

O Posto localizado no bairro do Muca foi o último a sofrer uma tentativa de assalto na Capital

Não existem dados estatísticos sobre quantos postos são assaltados por ano. Mas as manchetes policiais dão uma noção. O caso mais recente aconteceu na madrugada desta sxta-feira, 3, no bairro do Muca.

Dois homens armados abordaram o frentista Raimundo Pereira, de 41 anos que reagiu. A vitima foi baleada perna. Ao todos, três disparos foram feitos. Passava pelo local uma viatura da Policia Militar que perseguiu e prendeu um dos bandidos. A quantia levada ainda não foi revelada. O frentista já está em casa e passa bem.

A maioria dos postos de combustíveis tem circuito interno de câmeras. “Na verdade, as câmeras não impedem o bandido de assaltar, colocamos câmeras aqui mas não adiantou, fomos assaltados mais de 30 vezes”, declarou o gerente do posto Charles Souto.

Charles Souto Gerente do Posto afirma que as câmaras não inibem as ações de assaltantes

Charles Souto Gerente do Posto afirma que as câmaras não inibem as ações de assaltantes

O medo de assaltos é tanto que os frentistas preferem não se identificaram na reportagem. “A gente sente muito medo, mas fazer o quê? tem que trabalhar”, desabafa o frentista que permitiu ser identificado apenas como Júnior.

Durante a noite o perigo é maior, por esse motivo apenas homens são escalados para trabalhar nesse horário. Segundo o gerente de outro posto, muitos bandidos moram por perto e já conhecem a rotina do posto. “O medo é frequente, mas eu tenho que sustentar minha família. Se falar alguma coisa ou aparecer em fotos e capaz de marcarem minha cara”, revelou amedrontado o gerente.

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