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Dentro de uma semana, a 1ª Delegacia de Polícia do Bairro Nova Esperança deve receber o laudo da Polícia Técnica com o resultado do exame feito em Osmar Firmino Costa Normand, de 20 anos, acusado de ter matado o primo Raoni Almeida Ramos, de 20 anos, com um tiro de cartucheira. O crime ocorreu  após um desentendimento durante o jogo entre Flamengo e Vasco, na final do campeonato carioca no dia 13 de abril deste ano. O exame foi solicitado pelo delegado para confirmar ou não o argumento de Osmar, que disse que teria sido espancado por Raoni, e por isso o matou. Pouco mais de um mês depois do crime, testemunhas do caso estariam sendo ameaçadas.

Após o velório de Raoni, o advogado de Osmar, Maurício Pereira, apresentou seu cliente ao delegado Francisco Roberto, admitindo que o rapaz havia cometido o crime, mas sob o domínio de um pensamento irracional, após ser agredido pela vítima. Ele também apresentou fotos, que comprovariam as lesões sofridas antes do assassinato.

Diante dos indícios, o delegado pediu que Osmar fosse levado à Politec para passar pelo exame de corpo de delito e assim comprovar se as lesões foram sofridas em datas próximas ao dia 13 de abril. “Após a apresentação, encaminhei Osmar à Politec para saber qual a natureza das agressões sofridas. Porém, em nenhum momento foram apresentadas testemunhas oculares dessas agressões. Portanto, isso não garante em nada essa versão”, explicou o delgado Francisco Roberto.

Já o advogado Aurinei, que representa a família de Raoni, apresentou várias testemunhas que contaram que não houve nenhuma agressão física entre os rapazes naquele dia. Apenas um desentendimento por brincadeiras envolvendo times de futebol. “Inclusive gostaria de ressaltar que testemunhas estão sofrendo ameaças por estarem depondo na delegacia”, denunciou o advogado.

Após a liberação do laudo pela Politec, o delegado Francisco Roberto vai chamar Osmar para novos depoimentos. Pelo menos por enquanto, ele responde ao processo em liberdade. 

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