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O procedimento administrativo instaurado pela Corregedoria da Polícia Militar para investigar o major Elvis Murilo, do Batalhão de Operações Especiais (Bope), que supostamente teria prometido uma vaga no curso do Bope para uma policial feminina em troca de favores foi concluído. A sindicância da PM concluiu pela inocência do oficial.

Major Elvis busca identificar quem fez a montagem

Major Elvis busca identificar quem fez a montagem

De acordo com as investigações, a foto de uma conversa do aplicativo WhatsApp é uma montagem. A suposta policial citada na conversa nunca chegou a denunciar o seu superior. Há um mês afastado do Bope, o major fechou todas suas contas nas redes sociais e agora busca identificar quem fez a montagem.

A foto da conversa começou a circular nas redes sociais no dia 26 de junho e mostra o número que seria do major Elvis afirmando que iria conseguir uma vaga no curso para uma policial em troca de favores. Desde o dia 27 de junho o major Elvis Murilo foi afastado de suas atividades no Bope para o Centro Integrado de Operações de Defesa Social (Ciodes).

O major que trabalhava há 4 anos no Bope, diz houve conclusões precipitadas e uma inversão de valores. “Eu nunca facilitei a entrada de ninguém no batalhão. Ao contrário, até dificultava. Nos quatro anos que trabalhei lá eu fui muito ético. Houve uma inversão de valores com meu nome e o nome da instituição. Quem fez e divulgou aquilo será responsabilizado”, afirmou o oficial.

De acordo com o corregedor-geral da PM, coronel Carlos Souza, as investigações comprovam que a conversa não saiu do celular do major. “O procedimento apurado isenta o major de culpa. As policiais que foram indicadas como receptoras também foram ouvidas no processo e negam veementemente um contato sequer com o major. O caso está encerrado. Agora estamos investigando para saber quem iniciou essa divulgação e de onde saiu esse print”, explicou o corregedor-geral.

Corregedor-geral da Polícia Militar do Amapá

Corregedor-geral da Polícia Militar do Amapá

Segundo o advogado Fernando Santiago, a jurisprudência brasileira pune o criador do boato e as pessoas que compartilharam a informação. “Esse território da internet é frágil, mas hoje pelo avanço tecnológico conseguimos mapear o responsável pela divulgação da notícia. A jurisprudência ajuda nesse sentido. Quem compartilhou em grupos sociais é responsável e pode responder pelo crime de falsidade ideológica e divulgação de notícia falsa”.

Fotos: Cássia Lima

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