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O Equinócio de Primavera aconteceu na madrugada desta terça-feira, 23. O fenômeno acontece duas vezes ao ano e marca a duração igual de 12 horas do dia e da noite em todo o globo terrestre. Para quem perdeu o fenômeno ainda vale a pena conhecer sobre o assunto na Exposição do Equinócio, aberta ao público no salão de eventos no Monumento Marco Zero do Equador. Explicações sobre a criação do universo e a posição privilegiada do meio do mundo estão encantando amapaenses e turistas.

Quem viu pela primeira vez a exposição se apaixonou.  “Eu achei muito interessante a exposição. Vi tanta coisa sobre buracos negros, estrelas, relógio solar e nebulosas. Com tudo isso parecemos formiguinhas no universo”, disse o estudante Francisco Orlando Júnior, de 11 anos. A exposição conta ainda com experimentos e fotografias da inauguração do Monumento Marco Zero e suas mudanças ao longo dos anos e dos Equinócios. A exposição fica no Monumento até dia 30 deste mês.

Estudante Francisco Orlando se encantou com a exposição

Estudante Francisco Orlando se encantou com a exposição

A Astronomia define o fenômeno como um dos momentos em que o sol em sua órbita cruza o plano da Linha do Equador. Então ocorre o Equinócio, palavra que vem do latim e significa “noites iguais”. Relógio Solar Equatorial, Achatamento Polar, Efeito Coriolis, Calendário Solar, Constelações, Solstícios e o Sistema Terra/Sol contam com a explicação de acadêmicos do curso de Física da Universidade Federal do Amapá (Unifap). “No Hemisfério Norte, o Equinócio marca em março o início da Primavera e em setembro o Outono. Mas, como estamos no Hemisfério Sul e a posição geográfica da terra muda em relação ao sol, o fenômeno é ao contrário”, explicou o acadêmico do curso de Física da Unifap, Walberti Pantoja.

Exposição pode ser visitada até o dia fim do mês de setembro

Exposição pode ser visitada até o fim do mês de setembro

No Amapá, o Equinócio pode ser visualizado a olho nu devido ao movimento de rotação, translação e inclinação da terra. Além é claro, do Marco Zero do Equador, que marca o ponto exato da eclíptica da terra com o movimento do sol. “Na nossa capital temos uma visão privilegiada do céu que permite uma observação a olho nu desses fenômenos, além de constelações. O fenômeno influencia diretamente os ventos, mares, a lua, o nosso humor e até nossas vontades”, asseverou a coordenadora estadual da programação do Equinócio da Primaverara, Alciane Pacheco.

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