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A Defesa Civil de Macapá resolveu pedir ajuda do Ministério Público Estadual para retirar pelo menos cinco famílias que ainda insistem em permanecer no Aturiá, orla do Bairro Araxá, mesmo com suas casas correndo risco de desabar. No fim de semana três famílias ficaram desabrigadas porque tiveram suas casas destruídas pela força da maré. A Defesa Civil argumenta que não há como garantir a segurança dessas pessoas.

Duas famílias que perderam suas casas no fim de semana estão recebendo apoio da Prefeitura por meio do aluguel social. Mas o pescador Manoel Jodoelson da Silva, de 48 anos, ainda está sem ajuda. “Eu e meu filho estamos na casa da minha mãe. Vamos ser levados para o complexo Macapá Criança, no Bairro das Pedrinhas, mas antes eu vim tentar recuperar um resto de madeira para reconstruir minha casa em outro lugar”, disse o pescador.

Manoel Jodoelson perdeu a casa e ainda espera ajuda da Prefeitura

Manoel Jodoelson perdeu a casa e ainda espera ajuda da Prefeitura

Segundo a Defesa Civil, no Aturiá existem 70 famílias em situação de risco. Para atender mais de perto essas famílias o órgão montou uma base de apoio na Concha Acústica do Araxá. “Existem cinco famílias que estão resistindo. Estamos encaminhando um relatório ao Ministério Público e ao mesmo tempo solicitando que intervenha para tirar essas pessoas que, infelizmente, correm risco de perder até a vida”, declarou o coordenador municipal da Defesa Civil, Maycon Vaz.

Seu João Penha diz que não sai de casa porque não tem para onde ir com 15 pessoas

Seu João Penha diz que não sai de casa porque não tem para onde ir com 15 pessoas

Os moradores que insistem em ficar no Aturiá alegam que não têm para onde ir. Eles dizem também que o valor do aluguel social pago pela Prefeitura é pouco. “Minha casa está na área risco. Mas não tenho onde ir com as 15 pessoas que moram em casa”, alegou o pedreiro João Penha, que reside na área há 10 anos.

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