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Policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) prenderam o terceiro acusado de ter participação no assassinato do sargento da reserva da PM, Wandeley Costa Araújo, de 46 anos. A Polícia Civil trabalhava com três linhas de investigação, mas a conclusão é de que o militar foi morto durante um assalto.  

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Os R$ 5.950 seriam usados para comprar crack. Fotos e reportagem: Jair Zemberg

A prisão ocorreu às quatro horas da madrugada desta quarta-eira, 4, em uma casa no Bairro Nova Esperança, na Zona Oeste da capital. Gilberto Rabelo de Souza, o “Beto Branco”, de 23 anos, estava sendo monitorado e, segundo a polícia, se preparava para comprar um quilo de crack quando foi surpreendido pelo equipe do Bope. Com ele, a polícia encontrou a pistola que teria sido roubada do sargento no dia 13 de dezembro, dia em que a vítima foi morta a tiros em um bar na Área Portuária

Pistola do sargento já estava com a numeração raspada

Pistola do sargento já estava com a numeração raspada

de Santana.

No mesmo dia, a polícia prendeu o primeiro acusado, e, na semana passada, localizou e capturou Railton Cardoso Araújo, o “Cabeludo”, na cidade de Monte Alegre (PA). Ele é apontado por testemunhas como o autor dos disparos, um deles na cabeça do militar. A Polícia Civil trabalhava com as teses de crime passional, latrocínio ou crime de encomenda, mas prevaleceu a segunda tese. O militar gostava de usar joias pesadas de ouro, entre elas cordões que foram levados no dia da morte junto com a pistola.

Além da pistola do sargento Wanderley, Beto Branco tinha ainda R$ 5.950 que a polícia acredita seriam usados para comprar a droga. O delegado Sandro Torrinha, responsável pela investigação em Santana, veio a Macapá para fazer o indiciamento por latrocínio. Em Macapá, no Ciosp do Pacoval, a delegada Elza Nogueira fez o indiciamento por tráfico e porte ilegal de arma de fogo. 

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