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A foto acima não foi tirada no Hospital de Clínicas Alberto Lima e nem num posto de saúde municipal. O lugar é a central de marcação de consultas da Unimed de Macapá, uma novidade que não agradou os 80 mil usuários do maior plano de saúde do Amapá, e que expõe mais uma vez a acentuada crise que a cooperativa vive no Estado.

A central funciona na Rua Hildemar Maia, esquina com a Avenida Procópio Rola. Às 6h50min da manhã desta quarta-feira, 4, pelo menos 40 pessoas se acotovelavam do lado de dentro do pequeno prédio e outras 30 aguardavam na chuva em uma fila do lado de fora. Era o momento de aguardar pela abertura da central, às 7 horas da manhã, quando 40 senhas seriam distribuídas para consultas com ginecologistas.

Fila do lado de dentro da Unimed

Fila do lado de dentro da Unimed

Segundo informações de funcionários, a central foi um meio encontrado pela direção da Unimed para atender mais rapidamente o usuário que demora para ser agendado nos consultórios. Na maioria deles os médicos priorizam outros convênios ou os pacientes que conseguem pagar até R$ 250 por uma consulta particular.  

Os consultórios também restringem a marcação de consultas pela Unimed, que paga R$ 50 por consulta ao médico cooperado.  No ano passado a Anvisa e o Ministério Público pressionaram a Unimed a melhorar os serviços. A cooperativa entrou em negociação com a cooperativa do Amazonas e já haveria um acordo, mas essa informação não é confirmada. O site SelesNafes.Com tentou contato com a direção do plano de saúde, mas ninguém respondeu às chamadas.

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