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A construção da ponte sobre o Rio Matapi, que liga o município de Mazagão ao restante do Estado, está paralisada desde a manhã desta quarta-feira, 18. A decisão é da empresa C.R. Almeida apoiada pelos operários que estão com os salários de fevereiro atrasados. A empresa responsável pela obra alega não receber do governo do Estado há 8 meses.

A obra está com 82% dos trabalhos concluídos. A previsão é de que até o começo de julho a obra seja entregue ao governo, mas se a paralisação durar muito tempo esse prazo será prejudicado. “O governo está ciente dessa situação há 60 dias. Não tivemos outra opção”, diz um diretor da empresa.

Na reta final de construção, o canteiro já mobiliza um número menor de trabalhadores. Hoje são 412 profissionais, 320 contratados diretamente pela C.R. Almeida e o restante é por empresas terceirizadas.  No início da obra, em janeiro de 2013, as construtoras chegaram a ter mais de 600 trabalhadores.

A obra tem recursos garantidos, a maior parte deles do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O orçamento total é de R$ 90 milhões. Quando estiver pronta, a ponte com 688 metros de comprimento completará a alça viária composta por outra ponte sobre o Rio Vila Nova, inaugurada em 2010.

Mesmo quando for entregue, a ponte do Matapi ainda não será usada. Como a cabeceira de Macapá não é ligada ao traçado da rodovia, ainda será necessário construir um novo acesso, obra que não faz parte do contrato.

Em dezembro, durante a transição de governo, a construtora chegou a dar férias coletivas para os trabalhadores e já não recebia do governo do Estado desde agosto de 2014.  (Foto tirada em janeiro. Arquivo)

O secretário de Transportes do Estado, Odival Monterrozo não retornou às nossas ligações para comentar o assunto. 

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