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O Amazonas principiava um banzeiro quando a guitarra de Álvaro Gomes gruniu o anúncio de que a fera estava no palco. De um lado e de outro suas crias e parceiros de bandas e de estrada, ninjas igual a ele.

No cardápio para degustação, Carlos Santana, esse manso guitarrista mexicano consagrado na mitologia da música mundial. Daí, a ideia do naipe de músicos amapaenses que subiram ao palco para mostrar suas habilidades e referências musicais que os colocam no panteão das feras do jazz brasileiro.

Última noite reuniu os panteões da música. Fotos: Manoel Dias

Última noite reuniu os panteões da música. Fotos: Manoel do Vale

Que não deve a ninguém em termos de virtuose, segundo falou Ney Conceição, o ilustre convidado que fechou a noite tocando João Donato e sua “A rã” para o público que não arredou pé; que dizer, arredou.

Mexeu, dançou, agitou bastante diante de um Rio Amazonas animado e feliz com tanta música boa, que se atirava com força contra o murro de arrimo, fazendo sua parte o show.

Ney Conceição deu show

Ney Conceição deu show no baixo

Álvaro Gomes, Judas Sacaca, Dilean Mompher, as musas Deize Pinheiro e Ariel foram os destaques da segunda noite, com suas performances musicais que impressionaram o público e o destaque nacional Ney Conceição, que afirmou, elogiando os músicos, público e produção: “Prazer em tocar aqui. Amo esse lugar”.

Para Finéias Nelluty, idealizador do festival, que nasceu em 2008 como Festival de Música Instrumental do Amapá, chega agora à sétima edita firmando-se como o maior festival da Amazônia brasileira:

“A importância desse festival é muito grande para a música amapaense e da própria Amazônia. E nós já estamos conversando no primeiro circuito de jazz da Amazônia”, anunciou Nelluty, que este ano recebeu como um dos ilustres convidados do Amapá Jazz, o produtor do TapaJazz, festival realizado em Santarém/PA, Guilherme Tairé, para compartilhar experiências para construção do circuito.

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