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ANDRÉ SILVA –

O ex-candidato a conselheiro tutelar acusado de ter assassinado um homem de 44 anos na manhã do Dia de Finados já se apresentou à Delegacia de Crimes Contra a Pessoa (Decipe) no Ciosp do Pacoval. Nesta quarta-feira, 4, duas testemunhas, uma delas parente da vítima, foram à delegacia prestar depoimento e contaram ao delegado Ronaldo Coelho em detalhes o que viram.

As testemunhas são um sobrinho e uma amiga de Francisco Pena dos Santos, o Chico Lalau. Os dois apontaram apenas um culpado, o ex-candidato a conselheiro tutelar da Zona Sul de Macapá, Frederico Penafort, o Fred.

Chico foi morto dentro de casa. Foto: Jair Zemberg

Chico foi morto dentro de casa. Foto: Jair Zemberg

O crime ocorreu, segundo testemunhas, por causa de uma discussão entre Fred e o sobrinho da vítima na noite do último sábado, 31, na Avenida Henrique Galúcio, Bairro do Trem, onde a vítima morava.

De acordo com a polícia, no bate-boca, o sobrinho teria tentado agredir Fred com um terçado, e ele teria tentado se vingar no Dia de Finados invadindo a casa e assassinando Chico.

Delegado Ronaldo Coelho investiga o caso. Foto: André Silva

Delegado Ronaldo Coelho investiga o caso. Foto: André Silva

A amiga, Cristiane Amanajás, de 30 anos, disse ao delegado Ronaldo Coelho que presenciou o assassinato de Chico escondida debaixo da cama.

“O Chico gritava: por favor, que era para o Fred para parar, mas ele continuou. A gente chamou a ambulância, mas quanto mais ela demorava mais ele sangrava. Ele até se urinou todo”, contou Cristiane ainda muito chocada.

Fred vai responder ao processo em liberdade

Fred vai responder ao processo em liberdade

O sobrinho de Chico, Wailan Santos, de 19 anos, contou que viu Fred arrombando a porta com um pedaço de ferro e depois agredindo o tio.

“Ele (Fred) tinha se desentendido com um primo meu e decidiu voltar pra se vingar dele. Estavam todos juntos bebendo na noite de sábado, aí de repente começou a briga”, contou o sobrinho.

Fred se apresentou à polícia e como fugiu do flagrante ele vai responder ao processo em liberdade. Ele negou a autoria do crime.

 “Agora caberá à Justiça dizer o que irá acontecer com ele. Vamos reunir tudo que temos e entregar a ela”, disse o delegado.

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