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CÁSSIA LIMA

A Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA) está em intenso processo de negociação com as prefeituras do Estado para pagamento da dívida dos municípios que, até o ano passado, deviam mais de R$ 290 milhões. A Companhia diz que muitas prefeituras estão preocupadas em quitar os débitos, outras nem tanto.

Sede da prefeitura de Santana ficou no escuro por falta de pagamento

Sede da prefeitura de Santana ficou no escuro por falta de pagamento no ano passado

As maiores dívidas são das prefeituras de Macapá e Santana, as duas juntas devem R$ 43 milhões em faturas atrasadas só do ano de 2014. De acordo com a CEA, a média de crescimento do débito é de R$ 3 milhões ao mês.

Diretor de CEA:

Paulo Freire, chefe do Departamento Comercial da CEA: algumas prefeituras fizeram a negociaçāo, mas nāo estāo pagando

“Macapá e Santana são as que mais devem, porém estão em intensa negociação. Como também devemos a elas IPTU, alvará de funcionamento e Imposto Sobre Serviço, estamos abatendo valores e renegociando. No geral, todas as prefeituras estão preocupadas com suas dívidas”, detalhou Fábio Freire, chefe do Departamento Comercial da CEA.

O chefe do Departamento Comercial explica que a interrupção de energia nas sedes das prefeituras é a última forma de negociação, geralmente quando não há mais diálogo com os municípios. No ano passado, a sede da prefeitura de Santana e as secretarias de Educação e Assistência Social tiveram a distribuição de energia interrompida pela falta de pagamento.

“Algumas prefeituras fizeram a negociação, mas não estão pagando as parcelas. Não queremos cortar a energia, isso é a última coisa. Entendemos o momento de crise, mas precisamos que essas prefeituras tenham compromisso com suas dívidas. Vale ressaltar que a população não deve se preocupar, se caso for necessário o corte, serviços essências como hospitais e escolas não serão afetados”, garantiu Freire.

Existem mais de 40 mil pontos de iluminaçāo no Amapá

Existem mais de 40 mil pontos de iluminaçāo no Amapá

A menor dívida é da prefeitura de Pracuúba, pouco mais de R$ 6 milhões. A CEA não pode divulgar outros valores detalhados das dívidas, devido ao contrato de sigilo com as prefeituras. Mas, o chefe avalia de forma positiva a negociação.

“A maioria está em dia ou nos procurando para um diálogo permanente. Estamos solicitando que todas as prefeituras, que possuem débitos, paguem ou negociem suas dívidas, pois a inadimplência de entidades públicas compromete os investimentos financeiros que precisamos realizar para melhorar o fornecimento de energia elétrica à coletividade”, concluiu.

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