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JÚLIO MIRAGAIA

Entrando no 11º dia de greve, os vigilantes fecharam a Avenida FAB durante a manhã desta sexta-feira, 5, em frente ao prédio da Secretaria de Educação (Seed). Os trabalhadores pressionam para que o governo do Estado efetue o pagamento das empresas. Algumas não recebem há cinco meses, mas devem até 11 meses de salários. 

A categoria também protesta contra o anúncio do governo de que não haverá renovação dos contratos com as empresas que atuam nas escolas.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Vigilantes do Amapá, José Siqueira, o atraso na remuneração varia de empresa pra empresa entre oito e até onze meses.

Vigilantes acamparam na frente da Seed e fecharam a Avenida FAB. Fotos: Júlio Miragaia

Vigilantes acamparam na frente da Seed e fecharam a Avenida FAB. Fotos: Júlio Miragaia

“Com mais esse projeto do governo que representa a demissão em nossa categoria, teremos mais de mil pais de família sem ter o mínimo para seu sustento”, disse o sindicalista.

Siqueira diz ainda que “os vigilantes não vão aceitar a demissão, pois dinheiro nós sabemos que tem depois da redução de R$ 100 milhões da dívida do estado com o governo federal”.

O sindicato afirma que hoje a adesão ao movimento paredista foi de 80% dos profissionais em todo o Estado.

O vigilante Brito Batista conta que, sem o salário, passou a viver de bicos, assim como os demais colegas de profissão.

Presidente do Sindicato, José Siqueira: atrasos variam de empresa para empresa, e podem chegar a 11 meses

Presidente do Sindicato, José Siqueira: atrasos variam de empresa para empresa, e podem chegar a 11 meses

“Tenho que fazer bico de ajudante de pedreiro, pois tenho esposa e três filhos e as contas estão enormes, três talões de luz pra pagar, no comércio não tem mais crédito, estou trabalhando só pra comer”, desabafa.

Manoel Brasil Rodrigues, vigilante da Ilha de Santana, trabalha como vigilante há 25 anos. Ele está há onze meses sem receber.

“Eu ainda tenho 3 meses pra receber de 2014, 2 meses de 2015, e 5 agora desse ano. Tenho família, filho e espero que com a greve melhore nossa situação”, conta o vigilante. 

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