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CÁSSIA LIMA

Alunos da Escola Estadual Tiradentes, localizado no Bairro Santa Rita, realizaram ato contra a flexibilização do currículo escolar do ensino médio nesta quinta-feira, 29. O protesto na frente da escola gerou tumultos e até a Polícia Militar foi chamada no local.

José Otávio segura cartaz. Manifestação reuniu cera de 50 estudantes. Fotos: Cássia Lima

José Otávio segura cartaz. Manifestação reuniu cera de 50 estudantes. Fotos: Cássia Lima

Cerca de 50 pessoas participaram do protesto que reivindicava a não flexibilização do currículo, que prevê que os estudantes do ensino médio poderão escolher disciplinas em diferentes áreas do conhecimento, como linguagens, matemática, ciências da natureza e ciências humanas.

“Essa reforma no currículo do ensino médio é um retrocesso para a educação e os alunos não vão aceitar. Vamos enfrentar esse retrocesso nas ruas e nos próximos dias teremos manifestações nas praças de Macapá”, destacou o estudante, José Otávio.

Alunos foram proibidos de entrar

Alunos foram proibidos de entrar

Para o grupo que participou da manifestação, a educação está abandonada e não está preparada para escola em tempo integral. Eles gritaram em frente à escola e acusaram a direção de coagir os outros alunos a não se manifestar. Houve bate-boca com a diretora quando os estudantes foram proibidos de entrar na escola.

Ana Rosa.

Ana Rosa. Mobilização na frente da escola

“A direção não nos apoia porque esse é um ato em favor da real educação. Estamos mobilizados há dias e vamos levar esse ato para as ruas. Nós não vamos ter aula até o governo decidir apoiar o movimento”, explicou a aluna, Ana Rosa.

Segundo a diretora da escola, Dilciclei Ferreira, foram feitas acusações levianas e de forma desorganizada. Ela diz que o protesto da turma 315 não tem apoio dos 1.500 estudantes do Tiradentes.

Diretora da escola, Dilciclei Ferreira. Acusações levianas

Diretora da escola, Dilciclei Ferreira. Acusações levianas

“A democracia tem regras. A manifestação não pode ser feita de forma desorganizada e leviana. O que não queremos são esses gritos de desrespeito e calúnia. Já chamamos os pais dos alunos e não vamos permitir que isso se repita. Chamamos o policiamento escolar porque os servidores da portaria estavam sendo ameaçados por essa minoria que não tem apoio”, disse.

O policiamento escolar foi ao local, conversou com os estudantes e permitiu que os alunos ficassem na escola desde que o ato fosse pacífico.

Escola Tiradenes

Escola Tiradentes. Policiamento garantiu protesto pacífico

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