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DA REDAÇÃO

A comunidade do agroextrativista do Maracá, no município de Mazagão, será interligada ao sistema de eletrificação da Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA) em 2017. A garantia foi dada pelo governo do Estado durante audiência pública em Laranjal do Jari, promovida pelo juiz João Bosco Soares, da Justiça Federal.

A comunidade do Maracá está na condição de réu numa ação civil pública interposta pelo Ministério Público Federal após a destruição da ponte da BR-156. O ato de vandalismo ocorreu em setembro, durante mais um protesto da comunidade pela falta de energia. Os moradores são atendidos por energia térmica.

A audiência conduzida pelo juiz João Bosco Soares tinha o propósito de ouvir do Estado, CEA e Eletronorte quais medidas estavam sendo tomadas para acabar com a falta de energia na região que é composta por várias comunidades.

Todos os órgãos convocados mandaram representantes. O governo do Estado enviou o chefe de gabinete do governador Waldez Góes (PDT), Marcelo Ignácio Roza.

Ponte destruída por moradores em setembro: ato virou ação judicia contra a comunidade

Ponte destruída por moradores em setembro: ato virou ação judicia contra a comunidade. Foto: Rodrigo Sales

De acordo com a CEA, o projeto que vai interligar o Maracá e as comunidades de Água Branca do Cajari (Laranjal do Jari) e o Distrito do Carnot (Calçoene) ao sistema da companhia já está pronto. A obra vai custar R$ 30 milhões, e as obras devem iniciar no início do ano que vem com previsão de entrega em 210 dias.

 “No momento, estamos trabalhando nas questões fundiárias e de licenciamentos ambientais, para podermos submeter o projeto à aprovação do BNDES”, explicou o secretário-adjunto de Planejamento, Otávio Augusto Magalhães. 

Ponte foi reconstruída ao custo de R$ 500 mil

Ponte foi reconstruída ao custo de R$ 500 mil

As outras comunidades da região, no entanto, ainda ficarão de fora da interligação com o sistema da CEA. O coordenador do programa Luz Para Todos, do governo federal, Paulo Silva, informou que os recursos em caixa, cerca de R$ 66 milhões, são insuficientes para retomar as obras paralisadas desde 2010, mas se comprometeu em apresentar um novo cronograma de obras adequado ao orçamento disponível.

Ao fim da audiência, acompanhada por moradores do Maracá, João Bosco Soares criou uma comissão de acompanhamento do projeto de interligação, formada por representantes do GEA, CEA, Eletronorte e Incra.

Foto de capa: Ruan Nunes/Secom

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