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DA REDAÇÃO

A Polícia Civil do Amapá continua investigando as circunstâncias da morte de um menino de 8 anos supostamente atingido por uma bala perdida no último fim de semana. Os investigadores já têm quase certeza que o alvo era o tio da criança.

A Delegacia Especializada em Crimes Contra a Pessoa (Decipe) tomou os primeiros depoimentos de testemunhas que disseram ter visto tudo acontecer. Segundo o delegado que investiga o caso, Alan Moutinho, os criminosos estavam em uma moto, e quase caíram com o veículo no buraco de uma obra de saneamento da rua antes do assassinato.

“O vigia da obra teria dito que eles estavam doidos, e o carona da moto teria dito para atirar nele (no vigia) por conta disso. Mas isso é muito estranho, muito fraco. Pra mim, o alvo mesmo seria o tio do menino. Era o único adulto ao lado do menino”, comentou o delegado.

Jadson Lazarino Palheta de Lima, de 8 anos, foi morto no último domingo, 9, durante uma suposta briga de gangues. O tiro atingiu o peito da criança que foi socorrida, mas já chegou morta ao Hospital de Emergência de Macapá (HE). O menino fazia o 5º ano na Escola Municipal Vera Lúcia Pinon, no Bairro Infraero II, Zona Norte de Macapá.

A Polícia Militar chegou a dizer que havia uma confusão generalizada na rua, e que o menino teria gritado ‘pega ladrão!’, o que teria atraído a atenção dos criminosos. Esta versão, no entanto, foi descartada pela Polícia Civil que acredita em rixa entre o tio da criança e um dos elementos na moto.

“Todas as crianças correram quando o rapaz puxou a arma, menos o Jadson. Ninguém falou sobre isso do menino estar gritando ‘pega ladrão’. Não corresponde à verdade”, garante Moutinho.

O tio do garoto prestou depoimento e negou que tinha alguma rixa com os criminosos. Contudo, ele assumiu que teve a casa furtada recentemente. Outra testemunha teria dito que ele chegou a acusar um dos suspeitos. 

O suspeito de ter disparado contra o menino, Rosivaldo Cardoso, mora na invasão do Parque dos Buritis, e tem mais de uma dezena entradas em delegacias de polícia por roubos e furtos, mas ainda não tem passagem pelo Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen).

Alan Moutinho já tentou ouvir o suspeito, mas ele continua desaparecido desde o dia do crime. A PC já sabe que ele estava disparando a arma de fogo na invasão horas antes do crime. Ainda esta semana o delegado vai tomar novos depoimentos. 

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