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CÁSSIA LIMA

Combate efetivo à corrupção no Brasil: é possível? Esse foi o questionamento do primeiro dia do III Congresso Regional da Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e Lavagem de Dinheiro (Enccla), em Macapá. O evento segue com palestras e mesas-redondas.

O congresso ocorre no auditório do Sesi, e coordenado pela Controladoria-Geral do Estado do Amapá (CGE), com apoio da Advocacia-Geral da União (AGU) e Procuradoria-Geral do Estado do Rio Grande do Sul.

“A Polícia Federal tem em um de seus lotes o combate à corrupção e lavagem de dinheiro desde meados de 1990. A PF vem direcionando seu enfoque do tráfico de drogas para  o crime organizado dentro das instituições públicas”, destacou o delegado da PF, Luiz Gomes.

Discussões ocorrem no auditório do Sesi. Fotos: Cássia Lima

O objetivo  do encontro é criar estratégias e diretrizes que possibilitem a integração entre as diversas instituições de controle e as advocacias estaduais, os ministérios públicos de todas as esferas, os órgãos de controle interno e externo e as polícias.

“Nós já fazemos o controle interno e externo. O crime organizado ocorre de forma estratégica e estamos combatendo isso com a união das instituições e planejamentos estratégicos”, enfatizou o controlador geral do Amapá, Otni Alencar.

O encontro ocorre até a quinta-feira (21) com temas como: o contexto teórico em que está inserida esta terceira ação da Enccla em 2017; Ética e Integridade para um novo Brasil; Acordo de Leniência; Combate à Corrupção e o Respeito ao Devido Processo Constitucional; e Processo Administrativo de Responsabilização.

“Esse é um assunto que diz respeito a todos. É desafiador para as instituições fazer e esse controle e acima de tudo, ainda trazer resultados. Esperamos propor soluções e levar para o debate nacional”, disse o governador do Amapá, Waldez Góes (PDT).

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