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Nesta segunda-feira, dia 2, o Tribunal Regional Eleitoral deve fazer um balanço do que foi a revisão biométrica na capital. Os números oficiais ainda serão divulgados, mas os funcionários já sabem que pelo menos 35 mil títulos serão cancelados. Um outro número que impressiona é o de transferências: 20 mil.

A revisão biométrica durou nove meses. Apesar da descentralização do cadastramento, durante todo o esse tempo o movimento de eleitores foi fraco nos postos de atendimento do TRE. Só na semana passada, perto do fim do prazo (dia 29), é que as filas começaram a aparecer. No fim, 35 mil eleitores não compareceram. Mas eles ainda poderão votar no ano que vem, desde que compareceram ao tribunal para regularizar a situação.

O TRE ainda vai analisar os números da biometria em Macapá, principalmente se a quantidade de transferência foi acima do normal. “Vamos verificar qual foi o percentual nos outros estados para podermos ter um parâmetro. Mas acho que ficou no padrão”, avaliou o presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Amapá, o desembargador Raimundo Vales.

As atenções do tribunal se concentram agora sobre Santana, onde há problemas com a velocidade do cadastramento desde o início dos trabalhos. A falta de espaços, oscilações de energia elétrica e falhas na conexão da internet atrapalharam o trabalho da Justiça Eleitoral. E agora, com o fim do processo em Macapá, a maioria dos equipamentos será levada para Santana. No segundo maior colégio eleitoral do Amapá, a biometria só termina no próximo dia 6.  “Vamos olhar com atenção especial para Santana para que não haja transferência irregular de eleitores. Vamos exigir documentos que comprovem que aquele eleitor tem mesmo domicílio no município”, finalizou Vales.

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