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DA REDAÇÃO

Encontra-se atrasada a construção de residências para vítimas de um incêndio ocorrido em Laranjal do Jari no ano de 2006. Mesmo com 70% dos recursos liberados pela Caixa Econômica Federal, de um total de R$ 130 milhões, nenhuma das 232 moradias foi ainda entregue.

O Ministério Público Federal investiga a situação e recomendou à Caixa a suspensão dos repasses até que a administração do município comprove a execução do serviço.

Em investigação do órgão, foram detectadas irregularidades na execução do contrato firmado entre o Ministério da Integração Nacional, a prefeitura e a empresa responsável pela construção das moradias.

O MPF apura as irregularidades no contrato e o atraso nas obras desde 2014, quando foi aberto inquérito. As investigações demonstraram que a empresa responsável pela construção executou serviços em desacordo com o projeto aprovado.

O Ministério Público Federal investiga as irregularidades nas obras desde 2014. Foto: arquivo

O Ministério Público Federal investiga as irregularidades nas obras desde 2014. Foto: arquivo

 Além disso, de acordo com a recomendação, o município deve conceder aluguel social aos desabrigados pelo incêndio até que as unidades habitacionais estejam concluídas.

 Centenas de desabrigados no incêndio 
Um incêndio de grandes proporções atingiu 125 estabelecimentos comerciais e 90 residências no município de Laranjal do Jari, em 2006. Mais de 500 pessoas ficaram desabrigadas. O motivo do rápido alastramento do fogo foi a madeira utilizada na construção de casas e a proximidade entre elas. 
Foram liberados pelo Governo Federal na época, cerca de R$ 13 milhões para a reconstrução da área. Porém, uma década depois, nenhuma casa foi entregue para as vítimas da tragédia.
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