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SELES NAFES

Pelo menos por enquanto foi dissipado o clima de revolta popular em Laranjal e Vitória do Jari, cidades vizinhas no Sul do Amapá, após o assassinato de um idoso durante um assalto na última segunda-feira, 13. Depois do latrocínio, houve invasão da delegacia de polícia, tentativa de linchamento e a casa do adolescente foi destruída.

De acordo com a Polícia Militar, o aposentado Manoel Costa, de 75 anos, que morava sozinho, foi surpreendido pelo menor de 17 anos dentro de sua casa, numa área de pontes. O idoso foi morto com pelo menos 3 facadas no peito.

Residência do meno destruída

Residência do menor destruída

Quando souberam que o menor acusado do crime estava detido, populares tentaram fazer justiça com as mãos, e o menor teve que ser levado às pressas para Laranjal do Jari. Durante a condução dele para a audiência de custódia na quarta-feira, 15, os moradores tentaram arrancar o menor da escolta policial e houve muito tumulto. A situação acabou sendo controlada por policiais militares e civis.

A DP, no entanto, acabou sendo invadida por moradores com cartazes mostrando frases de protesto.

Depois da delegacia, os moradores foram até a casa da família do menor e destruíram a residência completamente. A casa foi destelhada, portas foram derrubadas e mobília e utensílios jogados para fora do imóvel.

Populares invadem delegacia onde o menor estava detido. Foto: DPI

Populares invadem delegacia onde o menor estava detido. Foto: DPI

Delegado Uberlândio Gomes: transferência de urgência. Foto: Seles Nafes

Delegado Uberlândio Gomes: transferência de urgência. Foto: Seles Nafes

Para evitar novos episódios, o menor está sendo transferido para a capital.

“Uma equipe nossa foi buscar o menor ontem, e deve estar chegando aqui em Macapá até o início da tarde, dependendo da estrada”, informou o diretor do Departamento de Polícia do Interior, Uberlândio Gomes.  

Na audiência de custódia o juiz determinou a internação do menor. O prazo máximo de custódia é de 45 dias. Depois disso, ele pode ser solto e aguardar o restante da instrução do processo em liberdade. Ao final, pode ocorrer a condenação de até 3 anos de internação.

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