Em 2017, o engenheiro de minas Romero Peixoto começou a viver um inferno que duraria oito anos. Alvo de nada menos que oito operações da Polícia Federal, por diversas acusações, entre elas a de trabalho escravo em área de garimpo, Romero perdeu quase tudo, menos a sanidade. O ex-superintendente do DNPM (atual Agência Nacional de Mineração) ficou preso durante quatro meses na penitenciária do Amapá, teve bens e economias apreendidos e até o único carro ficou retido. Durante essa jornada, também enfrentou a morte da mãe idosa. Com uma banca de sete advogados na defesa, o engenheiro não enxergava uma perspectiva otimista até ser apresentado, dentro de uma igreja, ao advogado Jean Houat, um dos mais conhecidos criminalistas do Amapá.
Hoje, absolvido em todos os processos, Romero já decidiu que buscará reparação pelos prejuízos sofridos e a responsabilização daqueles que, segundo ele, foram responsáveis pelas acusações.
Ficha técnica
Imagens: Caio Lucas Nunes da Silva
Edição: SN

