Debate sobre facções: Furlan pede afastamento do comandante do Bope e cúpula da Segurança

Coronel Wilkson Santana, chefe do Bope. Representação foi protocolada após crime organizado ganhar espaço no debate eleitoral; TRE ainda analisará os pedidos
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Por SELES NAFES, de Macapá

Em meio ao debate eleitoral sobre a atuação de facções criminosas no Amapá e as tentativas de infiltração no poder público, a coligação do candidato ao governo do Amapá, Antônio Furlan (PSD), pediu ao TRE que integrantes da cúpula da Segurança Pública sejam afastados das operações diretamente relacionadas às eleições. Entre os atingidos pelo pedido estão o secretário de Segurança Pública, delegado Cézar Vieira, e o comandante do Batalhão de Operações Especiais (Bope), tenente-coronel Wilkson Santana. A representação foi protocolada no domingo (20) e tem pedido de decisão urgente. 

Na última semana, reportagens nacionais repercutiram investigações sobre faccionados que foram nomeados para cargos na prefeitura entre 2021 e início de 2026. Furlan nega qualquer relação com organizações criminosas.

Além de Cézar Vieira e Wilkson Santana, a ação inclui o comandante-geral da PM, coronel Márcio Allan Assunção; o tenente-coronel Max Cláudio Fernandes; o coronel Michael Tarick Moraes; o delegado-geral da Polícia Civil, Daniel Marsili; e os delegados Felipe Rodrigues e Ronaldo Coelho. A coligação anexou vídeos, postagens e outros registros para sustentar que integrantes da Segurança manifestaram apoio à reeleição do governador Clécio Luís.

Secretário de Segurança Pública, Cézar Veira foi incluído no processo…

…junto com o delegado Ronaldo Coelho

A coligação do candidato, que recebeu apoio público de aproximadamente 30 delegados na semana passada, quer que Cézar Vieira e agentes abrangidos pela medida fiquem fora do planejamento, coordenação, comando, supervisão e execução de operações policiais relacionadas à fiscalização eleitoral, aos locais de votação e às ações realizadas em cooperação com a Justiça Eleitoral.

No entanto, a própria representação reconhece que uma manifestação política isolada não é suficiente para caracterizar ilícito eleitoral. A ação também cita norma interna da PM que restringe manifestações político-partidárias públicas de militares quando comprometam a imagem institucional.

 O relator do processo é o juiz federal Alex Lamy de Gouvea.

Ação ignora que grupo de 30 delegados manifestou apoio a Furlan há cerca de 10 dias 

Seles Nafes
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